As múltiplas linguagens das crianças

“É brincando que a gente se educa e se aprende. Quem brinca sabe que a alegria se encontra precisamente no desafio e na dificuldade. Letras, palavras, números, formas, bichos, plantas, objetos, estrelas, rios, mares, máquinas, ferramentas, comidas, músicas – todos são desafios...Professores e pais bons são aqueles que transformam a matéria em brinquedo e seduzem o aluno e o filho a brincar. Depois de seduzido, não há quem segure!!!”
Rubem Alves
1. INTRODUÇÃO
Uma preocupação, das instituições de educação infantil, são as crianças de zero a seis anos, considerando o que dispõe a LDB. Desde logo, vêm as perguntas: Quem cuida? Quem educa? O mesmo profissional ou profissionais diferentes?
Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades; e educar, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integradas, não diferenciando e hierarquizando os profissionais. Dessa forma o cuidar e educar devem estar integrados.
A Educação Infantil no Brasil vem conquistando novos espaços e reconhecimento. Conforme o Artigo 208, Inciso IV, da Constituição Federal, de 1988, o atendimento da criança de zero a seis anos passou a ser um dever do Estado e um direito da criança. Intensificando esse trabalho que eleva a importância da educação para a primeira infância, em 1996, foi criada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que considera a Educação Infantil a primeira etapa da Educação Básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, estabelecendo, assim, o vínculo entre o atendimento e a educação, associadas a padrões de qualidade. O texto legal marca ainda a complementariedade entre as instituições de educação infantil e a família.
Ainda relata no Art.30.” A educação infantil será oferecida em:
I – creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;
II – pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade”.
A grande quantidade de dúvidas geradas pelos três artigos referente a Educação Infantil disposto na LDB/96, foi que surgiu a necessidade do Parecer N° 04/2000, estabelecido pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. Dessa forma, para que uma instituição de Educação Infantil funcione legalmente e seja reconhecido perante os órgãos públicos educacionais, o documento enfatiza, em especial, os seguintes aspectos normativos:
· Vinculação das Instituições de Educação Infantil aos Sistemas de Ensino;
· Proposta Pedagógica e Regimento Escolar;
· Formação de Professores e outros profissionais para o trabalho nas instituições de Educação Infantil;
· Espaços Físicos e Recursos Materiais para a Educação Infantil.
“Tais aspectos são relevantes em virtude da Educação Infantil, reconhecida com etapa inicial da Educação Básica, guardar a especificidade em relação aos demais níveis de ensino, que se traduz na indissociabilidade das ações de cuidar e educar, em todos os âmbitos de atuação, o que inclui desde uma concepção de responsabilidade compartilhada entre família e poder público, definição de tipos de instituições, volumes de serviços oferecidos, horários de funcionamento, até as ações que se desenvolvem diretamente com a criança. Essa especificidade implica na construção de uma identidade própria à Educação Infantil que reconhece, conjuntamente, as necessidades e interesses das crianças e suas famílias no contexto da modernidade”. (Parecer N° 04/2000).
Dessa forma, para que um programa de Educação Infantil funcione legalmente e seja autorizado e reconhecido perante ao Sistema de Ensino, é obrigatório que cada creche ou escola, construa sua proposta pedagógica que deverá ser fundamentada no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.
“A proposta pedagógica, base indispensável que orienta as práticas de cuidado e educação das instituições de Educação Infantil e a relação com suas famílias, deve ser concebida, desenvolvida e avaliada pela equipe docente, respeitando os princípios éticos, políticos e estéticos referidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e as normas do respectivo sistema, em articulação com a comunidade institucional local”. (Parecer N° 04/2000).
Após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases, o Ministério da Educação e do Desporto propôs um documento intitulado Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, cuja finalidade é nortear a elaboração dos currículos e a definição dos conteúdos mínimos para Educação Infantil, além de oferecer subsídios para o trabalho do professor.
O Referencial, como o próprio nome determina, é uma referencia de trabalho e não uma obrigatoriedade. Cada instituição vai montar a sua proposta de trabalho dentro da sua história, seus valores culturais e sua realidade. Já os Parâmetros Curriculares, documentos voltados para os ensinos fundamental e médio são uma seqüência de trabalho obrigatória, embora nada impeça o professor de ir além.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil foi organizado em três volumes: um documento de Introdução, um volume relativo ao âmbito de experiência Formação Pessoal e Social, um volume relativo ao âmbito de experiência Conhecimento de Mundo.
Os âmbitos compreendem campos de ação que nos dão visibilidade aos eixos de trabalho educativo, permitindo a organização da prática pedagógica. Os eixos de trabalho podem ser considerados “disciplinas” com um tratamento diferenciado, ambas extremamente inter-relacionadas. Nessa relação é importante que o professor comece a ver tudo o que a criança está fazendo, percebendo, vivenciando, acompanhando através de registros diários os avanços e dificuldades de cada criança, valorizando a sua individualidade.
O âmbito Formação Pessoal e Social, que contém o eixo de trabalho que favorece os processos de construção da Identidade e Autonomia das crianças. O âmbito Conhecimento de Mundo, refere-se à construção das diferentes linguagens pelas crianças e as relações que estabelecem com os objetos de conhecimento. Os eixos de trabalho, que serão abordados aqui, são classificados em: Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática.
A instituição de Educação Infantil deve oferecer às crianças condições para que a aprendizagem ocorra em atividades rotineiras, como brincadeiras e, também, naquelas provocadas por situações pedagógicas intencionais, orientadas e mediadas pelo professor, tornando-as significativas.
O movimento é uma aprendizagem que consideramos uma linguagem da criança. A criança se movimenta desde que nasce, adquirindo cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada vez mais da potencialidade de interação com o mundo. Engatinha, caminha, manuseia objetos, corre, salta, brinca sozinha ou em grupo, experimentando sempre novas maneiras de utilizar seu corpo e seu movimento.
Ao movimentar-se, as crianças expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais. O movimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo.
As maneiras de andar, correr, arremessar, saltar resultam das interações sociais e da relação dos homens com o meio; são movimentos cujos significados têm sido construídos em função das diferentes necessidades, interesse e possibilidades corporais humanas presentes nas diferentes culturas em diversas épocas da história.
É grande a influência que a cultura tem sobre o desenvolvimento da motricidade infantil, não só pelos diferentes significados que cada grupo atribui a gestos e expressões faciais, como também pelos diferentes movimentos aprendidos no manuseio de objetos específicos presentes na atividade cotidiana, como pás, lápis, bolas de gude, corda, estilingue, dentre outros.
As atividades motoras devem ajudar as crianças a conhecer seu corpo eficientemente e dominar uma ampla variedade de habilidades fundamentais, contribuindo positivamente para o desenvolvimento das capacidades físico-motoras, percepto-cognitivas e socioafetivas.
As diferentes formas de brincar na escola:
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FORMA BÁSICA |
DETALHE |
EXEMPLOS | |
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BRINCAR FÍSICO |
Motor amplo |
Construção Destruição |
Blocos de montar Argila/ areia/ madeira |
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Motor fino |
Manipulação Coordenação |
Blocos de encaixar Instrumentos musicais | |
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Psicomotor |
Aventura Movimento criativo Exploração sensorial Brincar com objetos |
Aparelhos de subir Dança Modelagem com sucata Mesa de descoberta | |
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BRINCAR INTELECTUAL |
Lingüistico |
Comunicação/função Explicação/aquisição |
Ouvir/ contar histórias |
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Científico |
Exploração/investigação/ resolução de problemas |
Brincar com água/ cozinhar | |
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Simbólico/ matemático |
Representação/faz de conta/ minimundos |
Casa de boneca/casinha/ teatro/ jogos de números | |
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Criativo |
Estética/imaginação fantasia/ realidade inovação |
Pintura/desenho modelagem/ designing | |
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BRINCAR SOCIAL EMOCIONAL |
Terapêutico |
Agressão/regressão Relaxamento/solidão Brincar paralelo |
Madeira/argila/música |
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Lingüistico |
Comunicação/interação cooperação |
Marionetes/telefone | |
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Repetitivo |
Domínio/controle |
Qualquer coisa! | |
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Empático |
Simpatia/sensibilidade |
Animais de estimação/ outras crianças | |
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Autoconceito |
Papéis/ emulação Moralidade/etnicidade |
Cantinho da casa/ “oficinas” de serviços/ discussão | |
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Jogos |
Competição e regra |
Jogos de palavras/números | |
Fonte: Só Brincar? O Papel do Brincar na Educação Infantil. 2002.
No movimento da criança, no primeiro ano de vida, predomina a dimensão subjetiva, pois são as emoções o canal privilegiado de interação do bebê com o adulto e mesmo com outras crianças.
Sua comunicação se expressa por gestos e mímicas faciais e ela interage usando fortemente o apoio do corpo. O ato motor se faz presente em sua função expressiva, instrumental ou de sustentação às posturas e gestos.
Os adultos devem procurar oferecer desafios e incentivar a independência do bebê, observando o que ele já pode ir fazendo sozinho, segurando a mamadeira, engatinhando para área de sol, entrando dentro de um túnel, enfrentando um obstáculo, segurando em uma barra de sustentação e assim por diante. A segurança que o bebê sente é reforçada quando existe respeito ao seu ritmo, conhecimento de suas preferencias e pequenos hábitos.
Quanto menor a criança, mais ela precisa de adultos que interpretem o significado de seus movimentos e expressões, auxiliando-a na satisfação de suas necessidades.
O bebê que se mexe descontroladamente ou que faz caretas provocadas pelo desconforto, terá, na mãe e nos adultos responsáveis por seu cuidado e educação, parceiros fundamentais para a descoberta de significados desses movimentos. Aos poucos, esses adultos saberão que determinado torcer de corpo significa que o bebê está, por exemplo, com cólica, ou que determinado choro pode ser de fome, calor ou uma roupa apertada.
Dessa forma, a primeira função do ato motor está ligada à expressão, permitindo que desejos, estados íntimos e necessidades se manifestem.
O diálogo afetivo que se estabelece com o adulto, caracterizado pelo toque corporal, pelas modulações de voz, por expressões cada vez mais cheias de sentido, constitui-se em espaço privilegiado de aprendizagem. A criança imita o parceiro e cria suas próprias reações: balança o corpo, bate palmas, vira ou levanta a cabeça, dentre outros movimentos.
Ao lado dessa capacidade expressiva, o bebê realiza importantes conquistas no plano da sustentação do próprio corpo, representada em ações como virar-se, rolar, sentar-se e outras. Estas conquistas antecedem e preparam o aprendizado da locomoção, o que amplia muito a possibilidade de ação independente. É bom lembrar que, antes de aprender a andar, as crianças podem desenvolver formas alternativas de locomoção, como arrastar-se ou engatinhar. Existem casos de crianças que não engatinham, passam da posição do sentar para arrastar e andar.
Ao observar um bebê, pode-se constatar que é grande o tempo que ele dedica à exploração do próprio corpo: fica olhando as mãos paradas ou mexendo-as diante dos olhos, pega os pés e diverte-se em mantê-los sob controle das mãos, tira as meias, como que descobrindo aquilo que faz parte de seu corpo e o que vem do mundo exterior. Pode-se também notar o interesse com que investiga os efeitos dos próprios gestos sobre os objetos do mundo exterior, por exemplo, puxando várias vezes a corda de um brinquedo que emite som, ou tentando alcançar com as mãos o móbile pendurado sobre o berço, jogando varias vezes no chão o mesmo objeto ou seja, repetindo seus atos buscando testar o resultado que produzem.
Essas ações exploratórias permitem que o bebê descubra os limites e a unidade do próprio corpo, conquistas importantes no plano da consciência corporal. As ações em que procura descobrir o efeito de seus gestos sobre os objetos propiciam a coordenação sensório-motora, a partir de quando seus atos se tornam instrumentos para atingir fins situados no mundo exterior. Do ponto de vista das relações com o objeto, a grande conquista do primeiro ano de vida é o gesto de preensão, o qual constitui recurso com múltiplas possibilidades de aplicação.
Aquisições como a preensão e a locomoção representam importantes conquistas no plano da motricidade objetiva e se consolidam como instrumentos de ação sobre o mundo, aprimoram-se conforme as oportunidades que se oferecem à criança de explorar o espaço, manipular objetos, realizar atividades diversificadas e desafiadoras.
É importante que a criança interaja com o mundo físico, criando assim possibilidades de interagir como o mundo social, expressando e desenvolvendo habilidades necessárias para uma relação mais independente com o ambiente.
Assim, a instituição de Educação Infantil deve favorecer um ambiente físico e social, que favoreça a autonomia, permitindo desafios de acordo com as etapas de desenvolvimento da criança. É importante a criança ter a possibilidade de escolher as atividades, materiais e local para ficar. Isso também implica na independência do uso de equipamentos – brinquedos acessíveis, acender e apagar a luz, abrir e fechar as portas, subir e descer, sem necessariamente o auxilio do adulto.
Para assegurar estas atividades é importante proporcionar segurança as crianças observando por exemplo, se os materiais usados nas atividades é de qualidade; se os locais de perigo podem estar sinalizados para que as crianças identifiquem; se existe proteção adequada onde existe possibilidade de risco, tais como: presença de um adulto no acessos a piscina, corrimão na escada , caixa de areia devidamente higienizada e coberta, janelas com grades ou telas protetoras, pisos escorregadios com ante-derrapantes, portões em escadas, proteção contra fogo e instalação externa de bujão de gás, entre outros
Nesse sentido, é importante que o trabalho incorpore a expressividade e a mobilidade própria das crianças. Assim, um grupo disciplinado não é aquele em que todos se mantêm quietos e calados, mas sim o grupo em que os vários elementos se encontram envolvidos e mobilizados pelas atividades propostas, elaboradas nos planejamentos semanais, mensais e bimestrais. Os deslocamentos, as conversas e as brincadeiras resultantes desse envolvimento não podem ser entendidos como dispersão ou desordem, e sim como uma manifestação natural das crianças. Compreender o caráter lúdico e expressivo das manifestações de motricidade infantil poderá ajudar o professor a organizar melhor sua prática, levando em conta as necessidades das crianças.
Logo que aprende a andar a criança parece tão encantada com sua nova capacidade que se diverte em locomover-se de um lado para outro, sem uma finalidade específica. O exercício dessa capacidade, somado ao progressivo amadurecimento do sistema nervoso, propicia o aperfeiçoamento do andar, que se torna cada vez mais seguro e estável desdobrando-se nos atos de correr, pular e suas variantes.
A grande independência que andar propicia na exploração do espaço é acompanhada também por uma maior disponibilidade das mãos: a criança dessa idade é aquela que não pára, mexe em tudo, explora, pesquisa.
Ao mesmo tempo em que explora, aprende gradualmente a adequar seus gestos e movimentos às suas intenções e às demandas da realidade. Gestos como o de segurar uma colher para comer ou uma xícara para beber e de pegar o lápis para marcar um papel, embora ainda não muito seguros, são exemplos dos progressos no plano da gestualidade instrumental. O fato de manipular objetos que tenham um uso cultural bem definido não significa que a manipulação se restrinja a esse uso, já que o caráter expressivo do movimento ainda predomina. Assim, se a criança dessa idade pode pegar um copo para beber água, pode também pegá-la simplesmente para brincar, explorando as várias possibilidades de seus gestos.
Para as crianças de
Gradativamente o movimento começa a submeter-se ao controle voluntário, o que se reflete na capacidade de planejar e antecipar ações, ou seja, de pensar antes de agir, e no desenvolvimento crescente de recurso de contenção motora.
O movimento para crianças na faixa etária de
Os recursos de contenção motora, por sua vez, se traduzem no aumento do tempo que a criança consegue manter-se numa mesma posição. Vale destacar o enorme esforço que tal aprendizado exige da criança, já que, quando o corpo está parado, ocorre intensa atividade muscular. Os recursos de expressividade correspondem a variações do tônus, que é o grau de tensão do músculo, que respondem também pelo equilíbrio e sustentação das posturas corporais.
O maior controle sobre a própria ação resulta em diminuição da impulsividade motora que predominava nos bebês.
A criança é extremamente ativa e por meio dos movimentos experimenta suas possibilidades e seus limites motores. Um bom exemplo de trabalho em Instituições de Educação Infantil é o momento da atividade na área externa, a Educação Física que se caracteriza por trabalhar a criança em seus movimentos mais amplos, com os quais é estimulada a compreender progressivamente seu corpo, podendo afirmar-se e obter a autoconfiança necessária à sua autonomia. A Educação Física nesse contexto pedagógico, deve ter enfoque lúdico, sem contudo assumir características de recreio. As atividades de Educação Física devem seguir um planejamento semanal, bimestral e anual, programando jogos ao ar livre, jogos com sucata, jogos com bola, atividades para os dias de chuva, entre outros.
SUGESTÕES DE JOGOS PARA CRIANÇAS DE
1.AO AR LIVRE:
1.1.VAMOS FORMAR GRUPOS?
O professor leva as crianças para o pátio e pede que dêem as mãos, com os braços bem esticados formando uma roda. Em seguida, soltam as mãos ficando a uma certa distância uns dos outros.
O professor, no centro da roda, explica as crianças que cada vez que ela der um sinal e falar um número de (0-9), todos devem procurar se agrupar de acordo com o número falado.
O professor dá um sinal e diz:
Grupos de três!
As crianças, então, se agrupam de três a três.
Depois o professor dirá:
Grupos de cinco!
E as crianças se agruparam de cinco em cinco!
E assim continua a brincadeira, com as crianças seguindo as ordens do professor. O aluno que sobrar e não conseguir se agrupar ficará sentado.
Serão vencedores as crianças que conseguirem se agrupar, de acordo com a ordem do professor, até o final da brincadeira.
1.2.MEU DESENHO
O professor leva as crianças para área externa, deixa-as espalhadas à vontade, e entrega um giz a cada uma.
A um sinal do professor, as crianças deverão passear pela quadra, cantando uma música.
A um novo sinal, cada criança deverá escolher um lugar na quadra e contornar no chão, com o giz, uma de suas mãos, voltando então a cantar e passear.
A outro sinal, deverão voltar ao local onde desenhou sua mão e fazer o mesmo com a outra mão.
A brincadeira continua neste ritmo, com as crianças desenhando os pés junto com as mãos.
Depois que todas as crianças tiverem desenhado, deverão dançar sobre os desenhos até apagá-los.
1.3. ATRAVESSANDO O RIO
O professor delimita no chão duas linhas, a uma distancia de
O professor apita e cada criança corre, pula o rio e retorna à fila.
Quem não conseguir saltar o rio e atingir o lado oposto cai na água e é eliminado, ficando "molhado". Cada vez que todos pulam, o professor aumenta a largura do rio.
Serão vencedoras as crianças que conseguirem pular até o limite combinado.
O jogo pode ser feito também até que todos sejam eliminados.
1.4.MORTO VIVO
O professor coloca as crianças correndo em círculo, na quadra ou pátio.
O professor fica no centro do círculo para comandar a brincadeira. Ao falar "mudar", as crianças dão a meia volta e começam a correr em direção oposta. Ao falar "morto", as crianças param imediatamente de corre e deitam no chão, ficando quietas; ao falar " Vivo", as crianças levantam depressa e recomeçam a correr.
1.5.O ROBÔ
O professor coloca as crianças no pátio, assentados
O professor pede ao dono do robô que se afaste, para que combine com as outras crianças quais serão os pontos do robô que deverão ser tocados, para que ele se movimente (ex..: nariz) e pare de se movimentar (ex.: dedo polegar).
O professor chamará o "dono" do robô, que tentará descobrir em que deverá descobrir em que ponto dele deverá tocar para colocá-lo em movimento.
Se acertar, imediatamente o robô começará a movimentar o braço, os olhos, as mãos, os pés, etc.
Novamente o "dono" terá que descobrir o ponto em que deverá tocá-lo para fazê-lo parar.
Se conseguir, o professor escolherá outras duas crianças para reiniciar a brincadeira.
2.COM SUCATA:
2.1. BOLICHE DAS LETRAS
Separar quinze latas de óleo, ou mais, forradas com papel colorido ou pintadas, e duas bolas de meia.
Em cada lata, o professor coloca um pouquinho de areia e do lado de fora cola letras do alfabeto.
Na área externa, o professor divide a turma em duas equipes, que se colocam assentadas em fileiras, nas laterais, de um dos lados da área externa.
Do outro lado, na extremidade da área externa, o professor coloca bem espalhadas as latas de óleo, que estão com as letras do alfabeto.
O professor entrega a primeira criança da equipe sorteada para começar coloca-se de pé, sobre a linha central da quadra, e atira a bola em direção às latas tentando derrubá-las.
Em seguida, pega as latas que derrubou, levanta cada uma mostrando aos colegas, dizendo a letra e 3 palavras iniciadas com a mesma.
Feito isso colocará novamente as latas no lugar, passando a bola para a segunda criança da outra equipe, e assim sucessivamente, até que todos tenham participado.
Para cada palavra certa e não repetida, o professor marcará um ponto, vencendo a equipe que, no final, alcançar o maior número de pontos.
2.2.PASSA - LATA
Na área externa o professor divide a turma em três grupos, que se assentam em fileiras paralelas.
À frente da primeira criança de cada fileira, o professor coloca uma lata.
O professor deverá dar o sinal de início, e a primeira criança de cada grupo pega a lata que está a sua frente, com a mão esquerda, passa-a por cima da cabeça, segura-a com a mão direita e coloca-a no chão, à direita de seu colega de trás.
A criança seguinte por sua vez pega a lata com a mão direita, passa a por cima da cabeça e segura-a com a mão esquerda, colocando a no chão à esquerda da terceira criança.
E a lata vai sendo passada, alternando-se as mãos até chegar a última criança, que, ao recebê-la, sacode-a no ar e grita: viva!
E em seguida devolve a lata para o colega da frente, que recebe com as duas mãos, por cima da cabeça, até retorná-la a primeira criança do grupo.
Cada vez que a lata retorna, a equipe marca um ponto. E a brincadeira continua, podendo ser variada a maneira de passar a lata.
No final, o grupo que conseguir o maior número de pontos será vitoriosos.
2.3.DESLIZANDO ENTRE AS GARRAFAS
Deverá ser separado vinte garrafas de refrigerante e uma bola.
Em um dos lados da área externa, o professor forma duas fileiras de dez garrafas, deixando entre elas um espaço de uns
Do outro lado da área externa as crianças formam duas equipes que se colocam em fileiras bem distantes das garrafas, atrás de uma linha demarcada pelo professor.
A um sinal do professor, a primeira criança da equipe sorteada lança a bola, fazendo-a deslizar pelo chão, em direção ao espaço existente entre as garrafas, passando por ela sem esbarrar nem derrubar nenhuma garrafa.
A criança que lançou a bola deverá pegá-la e entregá-la ao primeiro da equipe, que a lançará da mesma forma, e assim sucessivamente.
Será considerada vencedora a equipe que derrubar o menor número de garrafas.
2.4.JOGO DAS ARGOLAS
Deverá providenciar dez garrafas de plástico, com areia dentro e pintada de cores diferentes, sendo: três vermelhas que valem dois pontos cada, três azuis que valem três pontos cada, quatro verdes que valem um ponto cada e quatro argolas.
Na, área externa o professor divide a turma em duas equipes que se colocam assentadas formando duas fileiras. A dois metros à frente das fileiras, o professor traça uma linha e, a três metros dessa linha, organiza as garrafas em quatro fileiras.
A primeira criança de cada equipe, o professor entrega suas argolas.
A um sinal do professor, a criança da equipe sorteada para começar, joga uma argola de cada vez em direção às garrafas, tentando encaixá-las. Se ela conseguir encaixar alguma argola, o professor anota o número de pontos correspondentes a cor da garrafa.
A criança recolhe as argolas, entregando-as ao segundo de sua equipe assim sucessivamente, até que todos tenham participado.
No final, o professor somará os pontos de cada equipe, sendo vitoriosa a que tiver conseguido o maior número de pontos.
Obs: As argolas poderão ser confeccionadas de garrafa plástica
3.COM BOLA:
3.1.O TÚNEL
O professor leva as crianças para a área externa, dividindo em duas equipes.
As equipes formam duas fileiras, a uma distância de três metros uma da outra, ficando uma criança atrás da outra, em pé, com as pernas afastadas.
A primeira criança de cada equipe, o professor entrega uma bola.
A um sinal dado pelo professor, a primeira criança de cada equipe passa a bola por entre as pernas, entregando-a na mão do colega que estiver atrás, e assim até chegar ao último de cada fileira.
Quando a última criança receber a bola, sairá correndo com ela, e se posicionará à frente da primeira criança da sua equipe. E assim sucessivamente, vindo sempre o último a ocupar o primeiro lugar da fila. Será considerada vitoriosa a equipe em que o jogador que deu início a brincadeira retornar novamente para o primeiro lugar da fila.
3.2.BOLA NA RODA
Na área externa as crianças em pé formam uma roda. O professor entrega a uma delas uma bola. No centro da roda o professor coloca uma criança.
A um sinal do professor, que poderá ser um apito a criança que está de posse da bola começa a jogá-la para um colega, que vai jogando para os outros, e assim sucessivamente. Enquanto isso, a criança que está no centro da roda tenta, de todas as maneiras, pegar a bola.
Se a bola cair no chão, ou, a criança do centro conseguir pegá-la, este trocará de lugar com o da roda, que errou.
3.3.BOLA EM CIMA
Na área externa, o professor divide a turma em duas equipes. As crianças se colocam assentados, uma atrás da outra. O professor entrega uma bola ao primeiro aluno de cada equipe.
Ao sinal de início, a primeira criança de cada equipe passa a bola por cima das cabeça, entregando-a para o de trás, até que chegue ao último.
Quando a última criança de cada equipe estiver de posse da bola, deverá retornar com a bola da mesma maneira. Será marcado um ponto para a equipe que retornar primeiro, vencendo a que fizer maior número de pontos.
3.4.QUEM ESTÁ COM A BOLA
Na área externa, o professor pede as crianças que se coloquem de pé, à vontade, perto umas das outras. A cerca de quatro metros à frente do grupo, o professor colocará uma criança segurando uma bola.
A um sinal do professor, a criança de posse da bola ficará de costas para os colegas e atirará a bola, por cima da cabeça, em direção ao grupo. Uma das crianças deverá pegar a bola e colocar as mãos para trás, escondendo-a atrás do corpo. Todas as crianças deverão colocar as mãos para trás, escondendo-a atrás do corpo. Todas as crianças deverão colocar as mãos para trás, como se também estivessem escondendo uma bola.
A um novo sinal, o aluno que atirou a bola, vira-se de frente para o grupo, e o professor faz a seguinte pergunta:
Quem está com a bola?
A criança tenta descobrir quem está de posse da bola. Se ele acertar, continua no seu papel inicial; se errar, será substituído pelo colega que pegou a bola.
3.5.EVOLUÇÕES COM A BOLA
O professor divide a turma de duas em duas crianças, uma de frente para a outra. As crianças se colocam espalhados pela quadra, e o professor entrega uma bola para cada dupla.
O professor dá um sinal e começa a dar instruções para as duplas, com as que se seguem:
- Entregar a bola para seu companheiro por entre as pernas.
- Entregar a bola por cima da cabeça.
- Entregar a bola com a mão direita.
- Entregar a bola pelas costas com a mão esquerda.
As duplas que deixarem a bola cair vão se assentando, até que somente uma dupla, que será a vencedora.
4.PARA OS DIAS DE CHUVA:
4.1.BRINCANDO COM AS MÃOS
Na sala de atividades, as crianças ficam assentados formando uma roda. O professor ficará à frente para comandar a brincadeira.
O professor inicia dando algumas ordens para as crianças. Por exemplo:
¨ levantar a mão direita
¨ colocar a mão esquerda na cabeça
¨ colocar as duas mãos abertas em cima da mesa
¨ esconder a mão esquerda debaixo da carteira
¨ levantar os braços para o alto
¨ segurar a mão direita do colega de trás
¨ e assim por diante variando sempre as ordens. O professor deverá estar atento, pois o aluno que errar deverá pagar uma prendar.
4.2.MEU ESPELHO
Na sala de atividades o professor afasta os equipamentos e mobiliarios, para que haja mais espaço, e pede as crianças que se coloquem de pé formando pares, ficando um de frente para o outro. Determina, então, quais as crianças que farão o papel de espelho.
O professor explica as crianças que uma delas será o espelho do outro, isto é, todo o jeito que um fizer o seu par deverá imitá-lo. O professor dá um sinal de início e as crianças começam a fazer movimentos com os braços, com as mãos, com a cabeça, com o corpo, devendo cada um ser imitado pelo seu par.
Depois o professor pede as crianças que troquem os papéis. A brincadeira continua até que se perca o interesse.
4.3.IMITANDO OS ANIMAIS
Na sala de atividades as crianças assentam-se no chão formando uma rodinha. O professor inicia a brincadeira, ficando no centro da roda e segurando tiras de papel colorido.
O professor explica as crianças que, toda vez que ele agitar as tiras de papel e falar o nome de um animal, todos devem imitar a voz e os movimentos desse animal.
Por exemplo: sapo
¨ as crianças deverão ficar de cócoras , pulando e falando: croc..croc...
¨ Cachorro! Crianças andando de quatro e falando au ..au...
¨ Continua falando o nome de outros animais para serem imitados, e assim por diante.
Depois de ter falado o nome de vários animais o professor escolhe entre as crianças a que melhor fez as imitações, para substituí-la no centro da roda e recomeça a brincadeira.
4.4.PROCURAR OS PARCEIROS
O professor deixa as crianças assentados a vontade na sala.
O professor seleciona várias gravuras, colocando-as em pedaços de cartolina, e recortando-as de modo que formem vários quebra-cabeças.
No verso das peças de cada um dos quebra-cabeças deverá ter um sinal diferente. Depois de todas as peças marcadas, o professor mistura todos os quebra-cabeças e distribui uma peça para cada um.
Ao dar o sinal, as crianças deverão observar o sinal marcado atrás de sua peça e procurar os colegas que possuem as peças com os mesmos sinais, agrupando-se em algum espaço da sala.
Depois que todos tiverem encontrado os colegas cujas peças têm o mesmo sinal, o professor dará um tempo para montarem o quebra cabeças.
Será vencedor o grupo que conseguir montar o quebra cabeça primeiro.
Professor : esta atividade poderá ser utilizada para formar grupos de alunos.
As práticas culturais predominantes e as possibilidades de exploração oferecidas pelo meio no qual a criança vive permitem que ela desenvolva capacidades e construa repertórios próprios. Por exemplo, uma criança criada em um bairro em que o futebol é uma prática comum poderá interessar-se pelo esporte e aprender a jogar desde cedo. Uma criança que vive à beira de um rio utilizado, por exemplo, como forma de lazer da comunidade, provavelmente, aprenderá a nadar sem que seja preciso entrar numa escola de natação, como pode ser o caso de uma criança de ambiente urbano. Habilidades de subir em árvores, escalar alturas, pular distâncias, certamente serão mais fáceis para crianças criadas em locais próximos à natureza, ou que tenham acesso a parques ou praças.
As brincadeiras que compõem o repertório infantil e que variam conforme a cultura regional apresentam-se como oportunidades privilegiadas para desenvolver habilidades no plano motor, como empinar pipas, jogar bolinhas de gude, atirar com estilingue, pular amarelinha, entre outras.
A prática educativa deve se organizar de forma que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:
· familiarizar-se com a imagem do próprio corpo;
· explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais, para expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações de interação;
· deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular, desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras;
· explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento e outros, para uso de objetos diversos.
Para a fase de
· ampliar possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos, e demais situações de interação;
· explorar diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo;
· controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para utilização em jogos, brincadeiras, danças, e demais situações;
· utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento e outros, para ampliar suas possibilidades de manuseio dos diferentes materiais e objetos;
· apropriar-se progressivamente da imagem global de seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado como o próprio corpo.
Segundo (ISBERG & KRECHEVSKY, 2001), o professor pode ampliar as experiências sensoriais das crianças, oferecendo a maior variedade possível de materiais. Ajudando-as a descobrir as diferenças entre pintar com tinta guache e anilina, em superfície plana e com uma espátula, com um pincel e com os dedos. Pintar com os dedos é ótimo - as crianças não só irão usar seus músculos grandes e pequenos para explorar linhas e formas, como também liberar tensão emocional.
J Texto complementar....................
v 1 1/2 xícara de farinha de trigo v 1/2 xícara de sal v 1/2 xícara de água v 1/4 xícara de óleo Modo de fazer Misture sal e farinha em uma tigela. Adicione água e óleo devagar, mexendo bem a massa até formar uma bola. Adicione um pouquinho de anilina, da cor que preferir. Pode ser guardada em um recipiente qualquer na geladeira. Obs1: A água e a farinha podem ser aumentadas até a massa alcançar o ponto. Obs2: A receita pode ser reduzida ou aumentada de acordo com a necessidade.
RECEITA DE MASSINHA
A música sempre esteve presente na vida do ser humano em todos os momentos e em todas as épocas, em todas as idades e nas diferentes circunstâncias. Os primeiros sons dos quais a criança toma conhecimento são do interior do corpo da mãe: as batidas do coração, a circulação do sangue, os ruídos da digestão e os sons do mundo exterior que chegam até ela, como por exemplo as vozes dos pais. Ela foi parte constituinte dos folguedos infantis das comemorações grupais, das formas de louvar a Deus, das diversões e dos ritos funerais.
A música é a linguagem capaz de expressar e comunicar sensações, sentimentos, pensamentos, alegrando a nossa vida.
A música combina sons de maneira agradável aos nossos ouvidos e, sendo uma das formas mais importantes da expressão humana, desenvolve o raciocínio, a criatividade, a disciplina, a socialização e o lazer.
O ambiente sonoro, assim como a presença da música em diferentes e variadas situações do cotidiano, fazem com que os bebês e crianças iniciem seu processo de musicalização de forma intuitiva. Adultos cantam melodias curtas, cantigas de ninar, fazem brincadeiras cantadas, rimas, parlendas, entre outras, reconhecendo o fascínio que tais jogos exercem. Encantados com o que ouvem, os bebês tentam imitar e responder, criando momentos significativos no desenvolvimento afetivo e cognitivo, responsáveis pela criação de vínculos tanto com os adultos quanto com a música. Nas interações que se estabelecem, eles constróem um repertório que lhes permite iniciar uma forma de comunicação por meio dos sons.
O balbucio e o ato de cantarolar dos bebês têm sido objetos de pesquisas que apresentam dados importantes sobre a complexidade das linhas melódicas cantaroladas até dois anos, aproximadamente. As crianças procuram imitar o que ouvem e também inventam linhas melódicas ou ruídos, explorando possibilidades vocais da mesma forma que interagem com os objetos e brinquedos sonoros disponíveis, estabelecendo, desde então, um jogo caracterizado pelo exercício sensorial e motor com esses materiais.
O ritmo se manifesta através dos sons. O objetivo da educação musical é apreciar a prática dos elementos musicais: o ritmo, a melodia e a harmonia. Podemos por exemplo observar e desenvolver na criança atividades de descoberta dos sons: escutar, reconhecer, localizar e criar. Peça que as crianças escute os sons voluntário e involuntários do corpo; mastigar, chupar líquido pelo canudinho, bater palmas, estalar a língua, fazer xixi, cuspir, espirrar, cair no chão de madeira; grave a voz da criança e depois peça que escutem a gravação, ligue sons suaves e agitados; peça a criança para escutar os sons da natureza e do meio ambiente como porta batendo, relógio, campainha, etc.
Do primeiro ao terceiro ano de vida, os bebês ampliam os modos de expressão musical pelas conquistas vocais e corporais. Podem articular e entoar um maior número de sons, inclusive os da língua materna, reproduzindo letras simples, refrões, onomatopéias e outros, explorando gestos sonoros, como bater palmas, pernas, pés, especialmente depois de estar andando, a capacidade de correr, pular e movimentar-se acompanhando uma música.
No que diz respeito à relação com os materiais sonoros é importante notar que, nessa fase, as crianças conferem importância e equivalência a toda e qualquer fonte sonora e assim explorar a teclas de um piano é tal qual percutir uma caixa ou um cestinho, por exemplo. Interessam-se pelos modos de ação e produção dos sons, sendo que sacudir e bater são seus primeiros modos de ação. Estão sempre atentas às características dos sons ouvidos ou produzidos, se gerados por um instrumento musical, pela voz ou qualquer objeto, descobrindo possibilidades sonoras com todo material acessível.
O trabalho com bandinha na Educação Infantil, desperta o interesse pela música; contribuindo para o seu desenvolvimento rítmico e psicomotor; proporcionando maior desenvolvimento na percepção auditiva e destreza de raciocínio; estimular o desenvolvimento cognitivo lingüístico.
Na formação da bandinha devem ser observadas as etapas:
1- Todas as crianças devem tocar.
2- Os instrumentos deverão ser tocados no final de cada frase.
3- Treino auditivo: a educadora deverá mostrar os instrumentos tocando-os e denominando-os. Pedindo às crianças que identifiquem os sons.
4- Desenvolvimento: No instrumento melódico (ou no aparelho de som) deve ser tocado uma música conhecida, para as crianças acompanharem com a bandinha, aleatoriamente. Dividir as crianças em grupo sendo cada grupo responsável por uma canção. Como exemplo:
Marcha Soldado : Tambores
Cai, Cai Balão : Chocalhos
Samba
Tocar as músicas em seqüência, para as crianças ouvirem.
5- Os instrumentos deverão ser tocados no final de cada frase.
· Batatinha – Recolhida
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão (tocar os instrumentos)
Mamãezinha quando dorme, põe a mão no coração (tocar os instrumentos)
6- Pequenos trechos musicais são tocados, com vários instrumentos acentuando o tempo de cada compasso.
· Na Bahia Tem – Recolhida
1 2 3
Na Bahia tem, tem, tem
123 3,3,3
1- Tocar pandeiros e chocalhos
2- Tocar guizos e platinelas duplas
3- Tocar pauzinhos e caxixi
No trabalho com bandinha como em qualquer outro é importante lembrar que a etapa de desenvolvimento da criança deve ser respeitada, e, é fundamental que o educador não seja exigente demais para não desestimular as crianças.
A criança deve ser motivada e sentir-se segura e tranqüila em suas realizações e aprendizado.
Pode-se usar a bandinha para fazer diversos exercícios rítmicos:
1- As crianças devem se movimentar a som do tambor
2- Fazer perguntas e respostas com os instrumentos:
3- Fazer o eco rítmico
Pode-se fazer também a bandinha com sucata ou com objetos do cotidiano das crianças.
Observações:
A bandinha não deve ser formada para apresentações. Ela é um meio de enriquecer as aulas de músicas, favorecendo o aprendizado das crianças.
É necessário antes de formar a bandinha que se faça exercícios rítmicos com as crianças, que são as etapas de formação da bandinha.
É necessário explicar as crianças a letra da música. As melodias precisam ser fácies e pequenas com canções do nosso folclore e canções que usam onomatopéias (cavalinho- ploc,ploc; trenzinho- tchu,tchu).
Assim o que caracteriza a produção musical das crianças nesse estágio é a exploração do som e suas qualidades, que são altura, duração, intensidade e timbre, e não a criação de temas ou melodias definidos precisamente, ou seja, diante de um teclado, por exemplo, importa explorar livremente os registros de grave ou agudo, a altura e a intensidade, buscando sons curtos ou longos, imitando gestos motores que observou e que reconhece como responsáveis pela produção do som, sem a preocupação de localizar as notas dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, ou reproduzir exatamente qualquer melodia conhecida. E ainda que possam, em alguns casos, manter um pulso, que é a medida referencial de duração constante, a vivência do ritmo também não se subordina à pulsação e ao compasso, ou seja, a organização do pulso em tempos forte e fracos, e assim vivenciam o ritmo livre.
O professor deve incentivar e oriente a criança a explorar de maneira livre e espontânea, os instrumentos musicais disponíveis na escola. Procurando estabelecer uma prazerosa relação neste movimento, propondo atividades interessantes e não cansativas. Quando a criança tem oportunidade de descobrir os instrumentos musicais na escola, sua aprendizagem de música é bastante beneficiada.
Sugestão de Brincadeiras Musicais
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Nome da brincadeira |
Procedimento |
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Eco alterado |
As crianças ficam |
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Trabalhar a pulsação |
Cantar uma melodia conhecida fazendo o acompanhamento rítmico com palmas |
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Morto/Vivo |
Ao som do tambor – morto (as crianças agacham) Ao som do pandeiro – vivo (as crianças ficam de pé) |
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Regente |
Recortar três cartões de cartolina de cores diferentes. As crianças irão cantar uma melodia conhecida estipulada pelo professor, obedecendo à sua regência por meio de cartões. Por exemplo: cartão vermelho/fazer silêncio; cartão azul/cantar bem fraco; cartão verde/cantar bem forte. |
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Procurar seu par |
Montar cartelas com de instrumentos musicais. Perfurar em um canto da cartela, passando um barbante formando um colar e colocá-las no chão, com as figuras viradas para baixo. Ao ouvir uma batida no tambor, cada criança pegará uma cartela e colocará no pescoço. Quando ouvirem duas batidas no tambor, as crianças se agruparão com outras que estiverem com a cartela do mesmo instrumento. |
Fonte: Jogando com os sons e brincando com a música. 2002
Entre 3 e 4 anos, a criança reproduz várias melodias e os instrumentos rítmicos que mais lhe interessam. Nesta idade, ela vai adquirindo o controle da voz e participa de jogos cantados e memoriza várias canções.
As crianças integram a música às demais brincadeiras e jogos: cantam enquanto brincam, acompanham com sons e movimentos de seus carrinhos, dançam e dramatizam situações sonoras diversas, conferindo "personalidade" e significados simbólicos aos objetos sonoros ou instrumentos musicais e à sua produção musical. O brincar permeia a relação que se estabelece como os materiais: mais do que sons, podem representar personagens, como animais, carros, máquinas, super-heróis e outros.
A Educação Infantil tem feito uso de música associada à expressão coorporal, atenção, percepção, memorização e raciocínio. Assim, a música tem sido usada por prazer, mas não só por isso, ela também ajuda a pensar, a criticar e a compartilhar com os colegas a sua percepção e a sua criatividade.
A criança memoriza um repertório maior de canções e conta, conseqüentemente, com um arquivo de informações referentes a desenhos melódicos e rítmicos que utiliza com freqüência nas canções que inventa. Ela é uma boa improvisadora, "cantando histórias", misturando idéias ou trechos dos materiais conhecidos, recriando, adaptando e muito mais. É comum que, brincando sozinha, invente longas canções.
Aos poucos, começa a cantar com maior precisão de entoação e a reproduzir ritmos simples orientados por um pulso regular. Os batimentos rítmicos corporais, como palmas, batidas nas pernas, pés e outros, são observados e reproduzidos com cuidado, e, evidentemente, a maior ou menor complexidade das estruturas rítmicas dependerá do nível de desenvolvimento de cada criança ou grupo.
Normalmente, entre 5 e 6 anos, ela já sincroniza o movimento do corpo com a música.
Além de cantar, a criança tem interesse, também, em tocar pequenas linhas melódicas nos instrumentos musicais, buscando entender sua construção. Torna-se muito importante poder reproduzir ou compor uma melodia, mesmo que usando apenas dois sons diferentes e percebe o fato de que para cantar ou tocar uma melodia é preciso respeitar uma ordem, à semelhança do que ocorre com a escrita de palavras. A audição pode detalhar mais e o interesse por muitos e variados estilos tende a se ampliar. Se a produção musical veiculada pela mídia lhe interessa, também se mostra receptiva a diferentes gêneros e estilos musicais, quando tem a possibilidade de conhecê-los.
Tanto o som quanto o ritmo, elementos básicos da música, despertam, na criança, reações de cordialidade, de curiosidade, prendendo a sua atenção, ajudando na ação educativa.
O trabalho musical deve se organizar de forma a que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:
· ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais.
· brincar com a música, imitar inventar e reproduzir criações musicais.
Para essa fase, os objetivos estabelecidos para a faixa etária de zero a três anos deverão ser aprofundados e ampliados, garantindo-se, ainda, oportunidades para que as crianças sejam capazes de:
· Explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento de mundo;
· Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais;
· Desenvolver a expressão corporal favorecendo equilíbrio físico e emocional;
· Favorecer sua integração no mundo à sua volta;
· Desenvolver a percepção sensorial favorecendo a criatividade;
A música na escola pode muito bem ser utilizada como facilitadora da interdisciplinaridade. O educador pode selecionar músicas às necessidades da criança no momento: números, datas comemorativas, história, geografia, raciocínio lógico, matemática, saúde, análise, síntese, discriminação visual e auditiva e coordenação visomotora.
O trabalho com a música deve considerar que esta é um meio de expressão e uma forma de conhecimento acessível a bebês, crianças, jovens, adultos, idosos, e, sobretudo, pessoas que possuem necessidades especiais.
Como dissemos, o movimento para uma criança pequena significa mais do que mexer partes do corpo. São a expressão e a comunicação da sua linguagem através dos gestos. A expressão corporal pode e deve ser incentivada criada de acordo com a idade e o desenvolvimento das crianças.
As Artes Visuais atribuem expressam e comunicam sentidos a sensações, sentimentos, pensamentos e realidade por meio da organização de linhas, formas, pontos, tanto bidimensional como tridimensional, além de volume, espaço, cor e luz na pintura, no desenho, na escultura, na gravura, na arquitetura, nos brinquedos, bordados, entalhes e outros. O movimento, o equilíbrio, o ritmo, a harmonia, o contraste, a continuidade, a proximidade e a semelhança são atributos da criação artística. A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, intuitivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativo às Artes Visuais.
De acordo com (ISBERG & KRECHEVSKY, 2001), a criança em uma produção artística transmite claramente o humor através de representação literal, por exemplo, sol sorrindo, rosto chorando e aspectos abstratos, como: cores escuras ou linhas caindo para expressar tristeza, produz desenhos ou esculturas que parecem “alegres”, “tristes” ou “poderosos”.
A presença das artes visuais na educação infantil, é reconhecida como manifestação espontânea e auto-expressiva. A proposta para o trabalho de artes na creche escola deve ser orientado visando o desenvolvimento do potencial criador da criança. Atividades como: desenhar, colar, pintar e modelar com argila ou massinha, decorar, ilustrar temas de datas comemorativas, elaborar convites, cartazes e pequenos presentes para os pais etc. devem constituir tal currículo baseados em significados.
Nessa situação, o adulto deve valorizar a produção artística da criança sem fazer por ela, considerando que a criança não tenha competência para elaborar um produto adequando.
O desenvolvimento artístico é resultado de formas complexas de aprendizagem e, portanto, não ocorre automaticamente à medida que a criança cresce.
A base das produções artísticas é a diversidade de materiais disponíveis às crianças como: diversidade de papéis, lápis de cor, lápis preto, pincéis, lápis de cera, carvão, giz, tecidos, areia colorida, TNT, algodão, sisal, palha, lixa, purpurina, lãs, tesoura simples, tesoura de picotar, sucatas, entre outros. É preciso pensar também na organização do espaço físico, regras de uso dos materiais, para que o funcionamento seja planejado entre as crianças e educador.
Alem de participar de atividades dirigidas, planejadas pelo professor as crianças precisam experimentar os materiais artísticos à sua maneira e em seu próprio ritmo. Esse tipo de brincadeira livre permite que a criança tenha chance de auto-expressar-se, a possibilidade de vivenciar resultados com diferentes meios, bem como a oportunidade de adquirir a experiência e as habilidades necessárias para manipular com facilidade materiais e instrumentos de arte.
O professor também poderá mostrar as crianças novas maneiras de usar materiais conhecidos. Usar a cola para fazer um desenho e depois jogar areia, purpurina, açúcar refinado colorido, pó de serra, sobre o desenho. Estimule-as a experimentar diferentes maneiras de usar o giz: ralando-o sobre a areia para fazer areia de diferentes cores; molhando a ponta em uma mistura de açúcar com água ou leite para produzir o efeito de uma pintura; ou simplesmente usando o lado comprido, em vez da ponta, para pintar uma faixa mais larga de cor. (ISBERG & KRECHEVSKY, 2001)
Cada região brasileira possui uma grande variedade de materiais próprios: naturais artesanais ou industrializados. Por exemplo: a criança que mora em região onde tem praia, pode usar conchinhas encontradas na areia para uma produção artística, outras podem usar sementes, folhas, cascas de árvores, retalhos de tecidos, sobras de lã...o limite é apenas no sentido de não se usarem elementos tóxicos ou que de algum modo possam constituir perigo para as crianças.
Embora seja possível identificar espontaneidade e autonomia na exploração e no fazer artístico das crianças, seus trabalhos revelam: o local e a época histórica em que vivem; suas oportunidades de aprendizagem; seus medos, expectativas de futuro, conhecimentos, habilidades, suas idéias ou representações sobre o trabalho artístico que realiza e sobre a produção de arte à qual têm acesso, assim como seu potencial para refletir sobre ela.
As crianças têm suas próprias impressões, idéias e interpretações sobre a produção de arte e o fazer artístico. Tais construções são elaboradas a partir de suas experiências ao longo da vida, que envolvem a relação coma produção de arte, com o mundo dos objetos e com seu próprio fazer. As crianças exploram, sentem, agem, refletem elaboram sentidos de suas experiências. A partir daí constróem significações sobre como se faz, o que é, para que serve e sobre outros conhecimentos a respeito da arte.
Nesse sentido, as Artes Visuais devem ser concebidas como uma linguagem que tem estrutura e características próprias, cuja aprendizagem, no âmbito prático e reflexivo, se dá por meio da articulação dos seguintes aspectos:
· fazer artístico - centrado na exploração, expressão e comunicação de produção de trabalhos de arte por meio de práticas artísticas, propiciando o desenvolvimento de um percurso de criação pessoal.
Exemplo de atividade: CONFECÇÃO DE UM BRINQUEDO - RAIA
Descrição: Esse material poderá ser confeccionado com as crianças e usado em festas e comemorações como Folclore e Natal. Associado a música e ritmos diferentes, proporcionando vários efeitos.
Material usado:
· Tecido;
· Barbante grosso;
· Areia;
· Papel crepom verde, amarelo, azul, vermelho, rosa, violeta, laranja, marrom;
· Cola;
· Tesoura;
· Grampeador;
· Papel cartão;
Confecção:
· Recortar tecido;
· Costurar saquinhos de tecido com
· Encher os saquinhos com areia;
· Costurar a ponta de um pedaço de
O professor deverá realizar a atividade até aqui, entregando já pronto para as crianças os saquinhos de areia. Em seguida as crianças poderão:
· Cortar dois pedaços de papel cartão com o comprimento de
· Pregar com grampeador os dois pedaços de papel cartão, no tecido, de um lado e do outro do saquinho. Esse lado deverá ser oposto ao lado onde foi costurado o barbante;
· Recortar varias tiras de papel crepom de cores variadas;
· Unir as pontas das tiras de papel crepom;
· Colar as pontas de papel crepom dentro da junção do papel;
· Deixar o restante solto, como uma rabiola de pipa;
· Segurar no barbante e balançar a rola.
Objetivo: possibilita o brincar e a interação entre as crianças, explora o movimento do brinquedo ao ritmo corporal, utiliza a criatividade da criança na confecção e seqüência da atividade, desenvolvendo a coordenação motora.
· apreciação - percepção do sentido que o objeto propõe, articulando-o tanto aos elementos da linguagem visual quanto aos materiais e suportes utilizados, visando desenvolver, por meio da observação e da fruição, a capacidade de construção de sentidos, reconhecimento, análise e identificação de obras de arte e de seus produtores.
Exemplo de atividade: CLASSIFICAÇÃO DE POSTAIS DE REPRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Objetivo: Mostrar para a criança que existe estilos artísticos diferentes.
Materiais: Cartões postais de quadros de diferentes artistas que representam estilos diversos.
Procedimentos:
1. Faça as crianças classificarem cartões postais de quadros em categorias que considerem significativas. Incentive-as a classificarem os quadros de mais de uma maneira.
2. Discuta com elas as categorias que selecionaram, como assuntos, forma, cor, humor, artista ou estilo de arte. Se as crianças precisarem de ajuda, sugira essas ou outras categorias.
3. Peça que identifiquem seus quadros favoritos e expliquem por que os preferem. Fale sobre os diferentes artistas, incluindo os temas mais freqüentemente pintados por eles, seus quadros mais famosos e o estilo de cada um.
Variação: Toque gravações de vários estilos de música e peça às crianças que selecionem os dois ou três quadros que mais combinam com a música. Discuta semelhanças e diferenças nos quadros escolhidos por elas.
Notas ao professor:
1. Quando mostrar quadros ao grupo como um todo, você pode usar slides ou retoprojetor em vez de postais, devido a sua maior exatidão e tamanho.
2. Postais de quadros podem ser guardados ao alcance das crianças em uma caixa para elas terem acesso a eles quando desejarem.
3. Reproduções em tamanho postal ou de cartaz geralmente podem ser encontrados em lojas de arte ou lojas de museus; calendários são outra fonte da arte de diferentes culturas.
· reflexão - considerando tanto no fazer artístico como na apreciação , é um pensar sobre todos os conteúdos do objeto artístico que se manifesta em sala e no ambiente, compartilhando perguntas e afirmações que a criança realiza instigada pelo professor e no contato com suas próprias produções e as dos artistas.
Exemplo de atividade: MONTAGEM DE UMA CENA DA NATUREZA
Objetivo: Explorar o uso de objetos naturais para imitar cenas reais da natureza através de montagem, colagem, arranjos de cores e formatos diferentes.
Materiais:
Um saco de papel para cada criança
Caixa rasa com tampa transparente ou revestimento de plástico transparente para cada criança.
Fita adesiva
Papel pardo
tesouras
Procedimentos:
1. Dê uma caminhada pelo bairro ou em um parque, equipando cada criança com um saco de papel pardo. As crianças que moram no litoral poderá fazer o passeio pela praia. Enquanto você observa e discute os aspectos sazonais do meio ambiente (cor das folhas, altura da grama, etc), peça as crianças que coletem pequenos objetos naturais (galhos, folhas, pedras, ervas daninhas). Depois do passeio converse com elas sobre o que observaram e coletaram.
2. Dê uma caixa a cada criança. Diga para arrumarem os objetos naturais que coletaram, de maneira a representar a estação ou um determinado ambiente ao ar livre (como um mato ou campo). Tenha à mão itens adicionais que os alunos possam usar em suas cenas (grão e feijão, por exemplo). Eles podem usar papéis colorido com diferentes texturas, penas artificiais, material de sucata, para fazer o sol, pássaros ou outros objetos que não conseguiram coletar. Saliente o fato de que a cor e a forma dos objetos naturais freqüentemente são afetadas pela força do vento, da chuva, e do sol. Assim a grama de um cenário pode parecer mais natural se toda ela estiver levemente inclinada para o mesmo lado, como se tivessem sido sopradas pelo vento. As folhas e as flores podem ter seu lado mais colorido voltado para o sol. Que outras cenas ela podem criar? Como podem conseguir os efeitos desejados com seu material?
3. Depois que as crianças tiverem criado suas cenas da natureza, peça que tampem a caixa com a tampa transparente. Ou, então, elas podem cobrir toda a caixa com um revestimento de plástico (ou filme de PVC para uso na cozinha) bem esticado e preso embaixo da caixa com a fita adesiva e dar um nome às suas cenas da natureza.
4. Pergunte como elas gostariam de expor suas cenas.
O professor poderá coletar trabalhos de artes durante todo o ano e construir com as crianças um portfólio. O portfólio é definido como uma coleção de atividades e informações de acordo com o crescimento da criança registrando suas etapas de desenvolvimento, em diferentes aspectos e de diferentes formas. Um portfólio não precisa só ser constituído por amostras de atividades de artes, podem incluir também outros itens como: registro escrito, diário de aprendizagem, fotografias, registros escritos e gravações de áudio e vídeo.
O trabalho com as artes visuais na educação infantil requer profunda atenção no que se refere ao respeito das peculiaridades e esquemas de conhecimento próprios à cada faixa etária e nível de desenvolvimento. Isso significa que o pensamento, a sensibilidade, a imaginação, a percepção, a intuição e a cognição da criança devem ser trabalhadas de forma integrada, visando a favorecer o desenvolvimento das capacidades criativas das crianças.
No processo de aprendizagem
Ao observar uma produção artística realizada pela criança, o educador deve buscar entender o processo de cada criança, afastando assim, julgamentos como feio ou bonito, certo ou errado. É importante valorizar a atividade da criança, contribuindo para o processo educativo fortalecendo também a sua auto estima.
Ao final do seu primeiro ano de vida, a criança já é capaz de, ocasionalmente, manter ritmos regulares e produzir seus primeiros traços gráficos, considerados muito mais como experiência com movimentos do que como representações.
Exemplo de atividade para crianças entre
O professor deverá iniciar essa atividade cantando e brincando com as crianças a música “Meu pintinho amarelinho”. Explorando cada verso realizando movimentos com o corpo. Solicite às crianças que observem os seus movimentos e imitem cada gesto, coordenando os movimentos com a letra da canção. Cante diversas vezes, peça às crianças que imitem o pintinho da forma que souberem. Agora, peça que destaquem do material de apoio somente os círculos amarelos para montarem dois pintinhos (serão necessários 4 círculos). Oriente cada criança na execução da atividade. Deverão colar os círculos e completar a cena desenhando.
É a conhecida fase dos rabiscos, das garatujas. A repetida exploração e experimentação do movimento amplia o conhecimento de si próprio, do mundo e das ações gráficas. Muito antes de saber representar graficamente o mundo visual, a criança já o reconhece e nele identifica qualidades e funções. Mais tarde, quando controla o gesto e passa a coordená-lo com o olhar, começa a registrar formas gráficas e plásticas mais elaboradas.
Embora toda as modalidades artísticas devam ser contempladas pelo professor, a fim de diversificar a ação das crianças na experimentação de materiais, do espaço e do próprio corpo, destaca-se o desenvolvimento do desenho por sua importância no fazer artístico e na construção das demais linguagens visuais, ou seja, a pintura, a modelagem, a construção tridimensional e as colagens. O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que, no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos. Imagens de sol, figuras humanas, animais, vegetação e carros, entre outros, são freqüentes nos desenhos das crianças, reportando mais a assimilação dentro da linguagem do desenho do que a objetos naturais.
Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar e com desenhos de outras pessoas.
No desenho mal feito, a criança tem como hipótese que os rabiscos são simplesmente uma ação sobre uma superfície, e ela sente prazer ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu. A percepção de que os gestos, gradativamente, produzem marcas e representações mais organizadas permite à criança o reconhecimento de seus registros.
A arte não começa com o primeiro rabisco que a criança faz. Na realidade, tem inicio mais cedo, quando a criança reage às experiências sensoriais estabelecendo o contato com o mundo. Essa é de fato a base essencial para a produção artística.
Por volta de um ano e meio de idade, a criança inicia o rabisco, começando a observar os efeitos do lápis sobre o papel, efetuando inicialmente pelo simples prazer do gesto. Só mais tarde a criança irá notar que seu gesto produziu um traço e tornará a fazê-lo dessa vez pelo prazer do efeito. Assim a criança descobre a relação de causalidade que liga a ação de rabiscar e a persistência do traço. Aí se situa a origem do grafismo voluntário.
Na medida em que crescem, as crianças experimentam agrupamentos, repetições e combinações de elementos gráficos, inicialmente soltos e com um a grande gama de possibilidades e significações, e, mais tarde, circunscritos a organizações mais precisas. Apresentam cada vez mais a possibilidade de exprimir impressões e julgamentos sobre seus próprios trabalhos.
A partir dos quatro anos, pode-se esperar de uma criança que teve a oportunidade de vivenciar atividades de artes, com orientação adequada, que utilize o desenho, a pintura, a modelagem e outras formas de expressão, para representar, expressar-se e comunicar-se. Enquanto desenha ou cria objetos, também brinca de faz-de-conta e verbaliza narrativas que exprimem sua capacidade imaginativa, ampliando sua forma de sentir e pensar sobre o mundo no qual está inserida.
É assim que, por meio do desenho, a criança cria e recria individualmente formas expressivas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade, que podem, então, ser apropriadas pelas leituras simbólicas de outras crianças e adultos.
A imitação, largamente utilizada no desenho pelas crianças e por muitos combatida, desenvolve uma função importante no processo de aprendizagem. Imitar decorre antes de uma experiência pessoal, cuja intenção é a apropriação de conteúdos, de formas e de figuras por meio de representação.
As atividades em artes que envolvem os mais diferentes tipos de materiais indicam às crianças as possibilidades de transformação, de re-utilização e de construção de novos elementos, formas, texturas etc. A relação que a criança pequena estabelece com os diferentes materiais se dá, no início, por meio da exploração sensorial e da utilização em diversas brincadeiras. Representações bidimensionais e construção de objetos tridimensionais nascem do contato com materiais, no fluir da imaginação e no contato com as obras de arte.
Para construir, a criança utiliza-se das características associativas dos objetos, seus usos simbólicos, e das possibilidades reais dos materiais, a fim de, gradativamente, relacioná-los e transformá-los em função de diferentes argumentos.
A instituição deve organizar sua prática em torno da aprendizagem em arte, garantindo oportunidades para que as crianças sejam capazes de:
· ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressão artística;
· utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.
Para esta fase, o objetivos estabelecidos para a faixa etária de zero a três anos deverão ser aprofundados e ampliados, garantindo-se, ainda, oportunidades para que as crianças sejam capazes de:
· interessar-se pelas próprias produções, pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) com as quais entrem em contato, ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura;
· produzir trabalhos de arte, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem, da construção, desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação.
FOLCLORE Desde de 1951, o folclore brasileiro passou a ser reconhecido como parte integrante das ciências antropológicas e culturais, tanto no aspecto espiritual como no aspecto material. Constituí-se folclore, as maneiras de pensar , sentir e agir de um povo, preservados pela tradição popular e pela imitação , respeitando suas características de aceitação coletiva, anônima ou não, mas essencialmente popular. A palavra Folclore é de origem inglesa e significa: FOLK: Povo e LORE Ciência. O Folclore antige os mais diverso setores, desde a linguagem até as expressões artísticas. Está presente nas festas, bailados, mitos e lendas, danças e recreações, música, ritos, sabenças, linguagens, artes populares e técnicas tradicionais. Muitos buscam no o folclore o auto conhecimento e o fortalecimento do orgulho de ser brasileiro. Folclore é a nossa História. Expressões folclóricas Pensando na diversidade das expressões folclóricas, seguem alguns temas que poderão enriquecer ainda mais o interesse pelo tema " folclore". Folclore nas festas: Festa de Nossa Senhora da Penha, de São Jorge , São Sebastião, Festa do Mastro, Festa dos Congos, etc... Folclore nos bailados: Congada, Marujada, Moçambique, Quilombo, Caiapó, Guerreiros, lambe sujos, Caboclinho, estc... Folclore na recreação: Rodeio, Tourada, Briga-de-galo, Briga-de-canário-da-terra, pau de sebo, Capoeira, etc... Folclore da música: A canoa virou, Boi da cara preta, Ciranda Cirandinha, Pai Francisco etc.... Folclore dos ritos: Ex-votos ou promessas, recadio aos mortos, recomendações das almas, etc... Folclore das sabenças: São afirmações que percorrem o tempo, como: cantar desafinado chama chuva. Folclore da medicina: Simpatias, benzedura, amuletos, santinhos, uso de ervas, talismãs etc... Folclore das danças: dança de caça, de fecundidade, fúnebres, qudrilhas, jongo, samba rural, carimbó, lundu, batuque, dança da colheita,maxixe, etc... Folclore na linguagem: frases em carrocerias de caminhão, parlendas, advinhações, jogos infantis, canções de acalanto, literatura de Cordel, aboios, cantos populares, danças cantadas, lendas etc... Folclore na culinária: bolo de fubá, pão de queijo, arroz doce, arroz carreteiro, feijoada, virado de feijão, etc...
A aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos importantes para as crianças ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais. Para aprender a escrever, a criança terá que lidar com dois processos paralelos: Natureza do sistema de escrita da língua e características da linguagem que se usa para escrever.
A linguagem constitui o eixo básico na educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito, para a interação com as outras pessoas, na orientação das ações das crianças, na construção de muitos conhecimentos e no desenvolvimento do pensamento.
Aprender uma língua não é somente aprender palavras, mas também os seus significados culturais, e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sócio-cultural entendem, interpretam e representam a realidade.
A Educação Infantil, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso das crianças ao mundo letrado. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências lingüísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.
No primeiro ano de vida a criança utiliza a fala pré-linguistica principalmente para se comunicar com os adultos e com as outras crianças através do choro, gorjeio, balbucio, ecolalia e jargão expressivo. A linguagem participa de todos os processos cognitivos (pensamento, memória, atenção) da criança, passando depois para fala lingüistica, quando a criança pronuncia a mesma combinação de sons para se referir a uma pessoa, um objeto, um animal ou um acontecimento. Por exemplo quando a criança diz apo, quando vir a água na mamadeira, no copo, na torneira, no chuveiro, etc.. podemos afirmar que ela já esta falando por meio de palavras.
Muito cedo, os bebês emitem sons articulados que lhes dão prazer e que revelam seu esforço para comunicar-se como os outros. Adultos e crianças mais velhas interpretam essa linguagem peculiar, dando sentido à comunicação dos bebês. A construção da linguagem oral implica, portanto, na verbalização e na negociação de sentidos estabelecidos entre pessoas que buscam comunicar-se. Ao falar como os bebês, os adultos, principalmente, tendem a utilizar uma linguagem simples, breve e repetitiva, que facilita o desenvolvimento da linguagem e da comunicação. Nesse processo as crianças se apropriam, gradativamente, das características da linguagem oral, utilizando-as em suas vocalizações e tentativas de comunicação.
As brincadeiras e interações que se estabelecem entre os bebês e os adultos incorporam as vocalizações rítmicas, revelando o papel comunicativo, expressivo e social que a fala desempenha desde cedo. Um bebê de quatro meses que emite certa variedade de sons quando está sozinho, por exemplo, poderá, repeti-los nas interações com os adultos ou com outras crianças, como forma de estabelecer uma comunicação.
Além da linguagem falada, os quais a comunicação acontece por meio de gestos, de sinais e da linguagem corporal, os quais dão significados e apóiam a linguagem oral dos bebês. A criança aprende a verbalizar por meio da apropriação da fala do outro. Esse processo refere-se à repetição, pela criança, de fragmentos da fala do adulto e de outras crianças, utilizados para resolver problemas em função de diferentes necessidades e contextos nos quais se encontre. Por exemplo um bebê de sete meses pode engatinhar até uma tomada e, ao chegar perto dela, ainda que demonstre vontade de tocá-la, pode apontar para ela e mexer a cabeça expressando assim a idéia de "não" associada a essa ação, que pode significar um conjunto de idéias como: não mexer na tomada; mamãe ou a professora não me deixam fazer isso; mexer aí e perigoso etc.
Aprender a falar, portanto, não consiste apenas em memorizar sons e palavras. A aprendizagem da fala, pelas crianças, não se dá de forma desarticulada com a reflexão, o pensamento, a explicitação de seus atos, sentimentos, sensações e desejos. Portanto o professor/educador é o protagonista ativo da aprendizagem de seus alunos. O trabalho do professor requer muito conhecimento. Uma grande quantidade de idéias, uma grande habilidade nos procedimentos e nas estratégias de ensinar e lidar com as crianças, atitudes, valores, hábitos e características pessoais para o ensino.
A partir de um ano de idade, aproximadamente, as crianças selecionam os sons que lhes são dirigidos, tentam descobri-los sobre os sentidos das enunciações e procuram utilizá-los. Muitos dos fenômenos relacionados com o discurso e a fala, como os sons expressivos, alterações de volume e ritmo, ou o funcionamento dialógico das conversas nas situações de comunicação, são utilizados pelas crianças mesmo antes que saibam falar. Isso significa que muito antes de se expressarem pela linguagem elas podem se fazer compreender e compreender os outros, pois a competência lingüística abrange tanto a capacidade das crianças para compreenderem a linguagem quanto a de se fazerem entender.
As crianças vão testando essa compreensão, modificando-a e estabelecendo novas associações na busca de seu significado. A ampliação de suas capacidades de comunicação oral ocorre gradativamente por meio de um processo de idas e vindas, que envolve tanto a participação das crianças nas conversas cotidianas, em situações de escuta e canto de músicas, em brincadeiras e outras, como a participação em situações mais formais de uso da linguagem, como aquelas que envolvem a leitura de textos diversos. Por exemplo, nas brincadeiras de faz-de-conta, de falar ao telefone, tentam imitar expressões e entonações que elas escutam dos adultos. Podem gradativamente separar e reunir, em suas brincadeiras, fragmentos estruturais das frases, apoiando-se em músicas, rimas, parlendas, poesias e jogos verbais existentes ou inventados.
Brincam também como o significado das palavras, inventando nomes para si próprias ou para os outros, em situações de faz-de-conta. Nos diálogos com adultos e com outras crianças, nas situações cotidianas e no faz-de-conta, as crianças imitam expressões que ouvem, experimentando possibilidades de manutenção dos diálogos, negociando sentidos para serem ouvidas, compreendidas e obterem respostas.
A linguagem oral e escrita são sistemas de representação que têm características próprias que precisam ser compreendidas pelas crianças. Dessa forma é necessário que o educador contribua para que as crianças percebam essas diferenças, promovendo situações que favoreça o desenvolvimento de capacidades como expressando sentimentos, experiências e impressões; argumentando; pedindo esclarecimentos; fazendo exposições colocando-as constantemente em contato com a fala espontânea dos adultos e das outras crianças. O educador poderá trabalhar também com poesias, canções, receitas culinárias, cartas, convites, adivinhações, parlendas, rótulos, nome próprio da criança, lista de palavras, contos de fada, histórias escritas, noticias de jornal, entre outros.
Conversar com as crianças sobre a origem e o processo de industrialização do leite. Apresentar o rótulo de uma caixa de leite e trabalhar as informações ali contidas, como: nome, marca, data de fabricação, data de vencimento, etc.. Em seguida servir na sala um copinho de leite para cada criança saboreá-lo. Neste momento explicar que o leite é um alimento que auxilia nosso crescimento, pois é rico em cálcio, responsável por fortalecer nossos ossos. Apresentar a palavra LEITE, através do alfabeto móvel e escrevendo. Contar a quantidade de letra que essa palavra contém. Identificar essas letras. Mostrar que a palavra leite, em ficha, também apresenta outra palavra lei.
LEITE |
|
LEI |
Explicar o significado da palavra lei (norma estabelecida)
Verificar as duas fichas e verificar as letras que se repetem.
Listar nomes de objetos que se iniciem com a letra L (esta listagem pode ser com nomes que pertencem ao mesmo grupo semântico.
Exemplo:
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Alimentos |
Animais |
Cores |
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Leite |
Leão |
Laranja |
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Limão |
Leopardo |
Lilás |
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Laranja |
Lontra |
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Fonte: Material Didático Positivo - Nível I. 2002
Objetivo da atividade: identificar textos impressos em rótulos ou embalagens; formar palavras, estabelecendo relação com a temática trabalhada e a partir de letras que compõem uma determinada palavra. Obs: essa atividade terá uma seqüência com a sugestão de uma atividade apresentada no eixo Matemática. Os eixos de trabalho estão interligados e podem ser trabalhados seguindo uma seqüência, dentro de um conteúdo específico.
Nas inúmeras interações com a linguagem oral, as crianças vão tentando descobrir as regularidades que a constitui, usando todos os recursos de que dispõem: histórias que conhecem, vocabulário familiar, etc. Assim acabam criando formas verbais, expressões e palavras, na tentativa de apropriar-se das convenções da linguagem.
Com relação ao uso da linguagem em situações mais formais, a criança terá o contato com a leitura de diferentes textos. O trabalho com o texto proporciona a observação e análise, consciente e gradativa, das características formais da linguagem. Por meio dele, as crianças elaboram uma série de idéias e hipóteses provisórias antes de compreender o sistema escrito em toda sua complexidade. Desse modo elas tem a oportunidade de aprender a produzir textos, mesmo antes de saber grafá-los de maneira convencional, como na situação em que se utilizam do professor como escriba.[1]
Uma outra sugestão muito rica, sobre leitura e interpretação de texto realizado com crianças de 4, 5 e 6 anos, consiste em o professor levar para as crianças uma imagem e separar as crianças em equipes solicitando de cada uma delas a leitura e a discussão sobre a foto. Nesse momento é importante não haver intervenção, apenas a observação. Em seguida o professor deve questionar as crianças, o que elas estão vendo na foto? O que significa? O que representa? Enfim...perguntas que detalham a foto. Após esse trabalho, o professor deverá fazer o comentário dele a respeito da imagem. Esse tipo de atividade poderá se estender, pedindo para as crianças trazerem de casa outras imagens que elas possam pesquisar com os pais.
As crianças têm ritmo próprio e a conquista de suas capacidades lingüisticas se dá em tempos diferenciados, sendo que a condição de falar com fluência, de produzir frases completas e inteiras provém da participação em atos de linguagem.
Quando a criança fala com mais precisão o que deseja, o que gosta e o que não gosta, o que quer e o que não quer fazer, e a fala passa a ocupar um lugar privilegiado como instrumento de comunicação, pode haver um predomínio desta sobre outros recursos educativos. Além de produzirem construções mais complexas, as crianças são mais capazes de explicitações verbais. O desenvolvimento da capacidade simbólica amplia significativamente os recursos intelectuais, porém as falas infantis são, ainda produto de uma perspectiva muito particular, de um modo próprio de ver o mundo.
Desde o nascimento, as crianças observam e examinam o seu redor buscando informações sobre o mundo por meio dos sentidos. De início sua compreensão do mundo físico está limitada ao seu campo perceptual: as coisas que elas não percebem não existem, e as que elas percebem muitas vezes parecem inexplicáveis. Elas obtêm sentido do mundo pelo movimento e pelas sensações.
ISBERG & KRECHEVSKY, 2001, ainda fazem uma comparação da criança ao cientista: “Se o cientista é uma pessoa que se questiona, estuda o mundo ao seu redor e tenta descobrir como ele funciona, então as crianças pequenas são cientistas por natureza. Elas têm uma curiosidade impressionante. Essa curiosidade impele-as à ação – tocar, provar, pensar, misturar, derramar – e dessas experiências surge o conhecimento”.
O trabalho com o eixo: Natureza e Sociedade deve propiciar experiências que possibilitem uma aproximação ao conhecimento das diversas formas de representação e explicação do mundo social e natural, para que as crianças possam estabelecer progressivamente a diferenciação que existe entre as explicações do senso comum e do conhecimento científico. Todas as atividades sugeridas centram-se em torno de uma pergunta, a qual deve pretender despertar curiosidade, proporcionando à criança coragem para explorar o mundo ao seu redor de, maneira diferente. Ao fazer perguntas, o professor transmite à criança, que aprender não é a capacidade de dar respostas decoradas, mas um processo de pensar e experimentar. É ativo, em vez de passivo; criativo, em vez de imitativo.
Para enfatizar as atividades, o professor poderá fazer perguntas às crianças como: digam algumas coisas sobre as quais vocês querem saber mais? Afirmando que quando elas querem descobrir mais sobre alguma coisa, o que elas fazem? Faça com que as crianças listem os termos que descrevem melhor o que um cientista faz quando quer descobrir algo novo. Ajude as crianças a entender termos como: observar, explorar, experimentar, analisar, pesquisar e examinar.
Para enriquecer a atividade o professor poderá levar as crianças a um laboratório ou convidar um cientista – pesquisador, Mestre ou Doutor, para ir à escola demonstrar fotos, filmes, slides, equipamentos de laboratório ou experimento. A visita dá às crianças a oportunidade de conhecer um cientista profissional e verem por si mesmas o que essas pessoas fazem no mundo real.
Os conteúdos de ciências para crianças de
Nesta abordagem, os professores devem ser sensíveis aos processos de pensamento das crianças e observar o que elas fazem durante as atividades na escola. O elemento mais importante da aprendizagem de ciências e conhecimento físico não é necessariamente o produto das investigações científicas, as conclusões a que as crianças chegam ou os tipos de categorias que elas desenvolvem, mas os processos pelos quais elas geram estas conclusões e os raciocínios e métodos que usam para desenvolver um conjunto de categorias.
Em todo o momento das atividades de ciências e conhecimentos físicos as crianças devem ter experiências diretas com elementos do mundo, objetivando desenvolver a capacidade das crianças de observar a natureza e de expressar suas concepções e registrá-las, podem ser desenvolvidas algumas atividades com obras da literatura infantil, músicas, vídeos, além, é claro, da exploração do ambiente, como por exemplo um aquário dentro da sala, uma coleção de pedrinhas, passeios e excursões.
Sugestão de atividade para crianças entre
Iniciar a atividade, mostrando o que significa a coleta seletiva do lixo, bem como a sua importância para a conservação do meio ambiente.
Estimular as crianças a iniciarem uma campanha sobre a coleta do lixo, propondo que a escola coloque, no pátio, latas de lixo, observando os critérios a seguir:
1. Lixo reciclável:
a) Papéis: jornais, listas telefônicas, folhetos comerciais, folhas de caderno, revistas, folha de rascunho, papéis de embrulho, caixa de papelão, caixa de brinquedo e caixas tipo "longa vida".
b) Plásticos: embalagens de produtos de limpeza, garrafas, plásticas, tubos e canos, potes de cremes e xampus, baldes e bacias, restos de brinquedos, sacos, sacolas e saquinhos de leite.
c) Vidros: garrafas, cacos de vidros de conserva e lâmpadas incandescentes.
d) Metais: latinhas de cerveja e refrigerante, enlata, objetos de cobre, alumínio, lata, chumbo, bronze, ferro e zinco.
2. Lixo comum:
a) Materiais orgânicos ou lixo úmido: cascas e bagaços de frutas, folhas secas e cascas de ovos, restos de alimentos, papéis molhados, engordurados e sujos.
b) Lixo de banheiro: papel higienico e lenço de papel , curativos com sangue, fraldas descartáveis, absorventes higiênicos.
c) Materiais não recicláveis: cerâmicas, pratos, vidros pirex e similares, trapos e roupas sujas, couro e sapatos, toco de cigarro, cinza e ciscos, isopor e acrílico, lâmpadas fluorescentes, papéis plastificados, metalizados ou parafinados, papel carbono e fotografias, fitas e etiquetas adesivas, copos descartáveis de papel, espelhos, vidros planos, cristais, pilhas e baterias de telefone celular.
Propor as crianças que façam cartazes e espalhem pela escola. Nestes cartazes, deverá estar escrito o que pode ou não ser jogado em cada lata.
Como curiosidade, comentar com as crianças o tempo que cada tipo de material leva para se decompor. Para isso consultar os livros, revistas, jornas, podendo se estender como tarefa de casa.
O espaço criado para o ensino de ciências e conhecimento físico, propicia a interação com diferentes materiais, a observação e o registro de muitos fenômenos, a elaboração de explicações, enfim a construção de conhecimentos e de valores pelas crianças. Essa área, entretanto, precisa tomar parte nas atividades de outras áreas como a linguagem, os estudos sociais, brinquedo manipulativo, a matemática, as artes, a educação física e a música. Como mostra as fotos acima as crianças em um passeio ao parque e ao estábulo exploram o ambiente, a natureza, nessa atividade, por exemplo, podemos perceber a integração de todas as áreas do conhecimento.
O elemento mais importante da aprendizagem de ciência não é necessariamente o produto das investigações científicas as conclusões que as crianças chegam ou os tipos de categorias que elas desenvolvem mas os processos pelos quais elas geram estas conclusões e os raciocínios e métodos que usam para desenvolver um conjunto de categorias. Essa abordagem deve estimular uma grande diversidade na sala: diversidade em realizações, objetivos e atividades.
Lidar com a matemática é antes de tudo, oferecer à criança a oportunidade de agir, e posteriormente levá-la a refletir acerca de suas ações: reviver em pensamento os acontecimentos que acabaram de desenvolver, antecipar o que poderia vir a acontecer, procurar, prever...desta forma, ela não somente poderá ser confrontada com uma quantidade razoável de fatos com os quais progressivamente se familiarizará, principalmente através de repetidos contatos, como também, e mais do que isso, irá elaborar imagens mentais relativas a eles, e, ao vinculá-los e dar-lhes sentido, estruturar pouco a pouco os seus conhecimentos.
Ao combinar brincadeiras cooperativas com desafios individuais, as atividades de matemática na Educação Infantil devem convidar as crianças a verem a matemática de forma divertida e útil, além de uma maneira de responder a muitas de suas perguntas sobre o mundo.
As pesquisas sobre o ensino da matemática para crianças, em um referencial construtivista, mostram que estas, são construtoras ou inventoras da matemática. Elas constroem ativamente o conhecimento matemático ao interagirem com o ambiente físico e social e ao pensarem sobre essas interações. As crianças resolvem problemas e alcançam a compreensão dos processos que usam e porque os usam. Como resultado de suas ações matemáticas sobre os objetos, elas criam esquemas da ordem matemática que descobrem.
As operações matemáticas têm uma relação próxima com as operações mentais formais que Piaget identificou como conhecimento espaço temporal, que consiste nos processos usados para operar especificamente sobre as informações relacionadas ao espaço e ao tempo.
As operações que podem servir como base para um programa de primeira infância foram caracterizados por Constance Kamii, em 1973, como conhecimento lógico-matemático e espaço temporal. As crianças estruturam esse tipo de conhecimento a partir de suas próprias ações e do sentido lógico delas, usando os processos de acomodação e assimilação para alcançar um novo equilíbrio das informações.
O conhecimento lógico matemático inclui:
· a classificação: encontrar semelhanças e diferenças entre os objetos, bem como agrupá-los e separá-los de acordo com elas;
· a seriação: ordenar as coisas de acordo com suas diferenças relativas; e,
· a númeração: julgar mais, menos e o mesmo, e conservar a quantidade, ou se dar conta de que a quantidade da matéria não muda quando a forma muda.
Em relação ao tempo e o espaço, as crianças precisam estruturar o tempo em seqüência e desenvolver estruturas topológicas em nível de representação. Estas são essencialmente as operações mentais que as crianças necessitam ao iniciarem a aprendizagem em matemática na Educação Infantil.
O tempo é abstrato, o que faz dele uma dimensão difícil de ser medida pelas crianças. Nesse caso por exemplo, os professores podem usar calendários, relógios despertadores, ampulhetas como instrumentos de medição do tempo. Na verdade o educador não ensina a criança a medir o tempo mas sim a ler os instrumentos que o medem.
A noção sobre a passagem do tempo se inicia de forma rudimentar desde o início da vida com a espera dos próximos eventos, tais como refeição e banhos. Gradualmente esta noção vai se cristalizando com esperas por pessoas, por sua vez com um brinquedo, por uma viagem, uma data comemorativa, um passeio, e assim por diante.
A maneira como o adulto prepara a criança para estas esperas é decisiva. Por exemplo: Ao deixar a criança na creche, explique; ao planejar a comemoração do aniversário, explique...existem maneiras errôneas como sair escondido, passar a criança na frente dos outros em uma fila de brinquedos, que devem ser repensada pelo adulto.
As crianças devem ter experiências com objetos concretos antes de passarem para representações mais abstratas. As ilustrações ainda são abstratas, embora menos do que a palavra falada ou impressa. Depender somente de figuras e palavras para oferecer experiências matemáticas coloca uma carga extra sobre as crianças. O ponto importante é que as crianças não devem aprender matemática pelas atividades de repetição. Ao invés disso, os professores devem ajudá-las a aprender a usar seu conhecimento intuitivo como meio de aproximação do aprendizado mais formal.
Assim como as crianças ingressam na escola já tendo aprendido muito sobre a linguagem falada e o mundo físico, elas também chegam com uma ampla bagagem de experiências
O professor, se puder, deverá reservar uma área especial em sua sala para as atividades de matemática, informando às crianças que naquele espaço elas irão trabalhar com números, formas, tamanhos, pesos, alturas, tempo e dinheiro, usando uma grande variedade de materiais manipulativo, como: blocos, varetas, materiais pedagógicos, quebra cabeça com encaixe geométrico, conjunto de pinos e de contas em fios podem ser usados para contar, mostrar números e criar padrões. A forma como a matemática é ensinada, mais do que sua natureza é que cria dificuldades na aprendizagem.
Outro recurso onde a matemática poderá ser explorada é através da brincadeira, como por exemplo, a amarelinha. A amarelinha é uma brincadeira que desenvolve noções espaciais e auxilia diretamente na organização do esquema corporal das crianças. Conhecida também como sapata, macaca, academia, jogo da pedrinha e pula-macaco, e constitui-se basicamente em um diagrama riscado no chão, que deve ser percorrido seguindo-se algumas regras preestabelecidas.
Segundo Kamii (1991), a amarelinha propicia o desenvolvimento das crianças de várias maneiras, pois é um jogo que:
· estimula a comparação constante entre as ações dos jogadores;
· apresenta comparações que podem estimular anotações gráficas do desempenho de cada um para outras comparações posteriores;
· exige que os jogadores pesquisem e descubram a quantidade de força que devem usar ao jogar a pedra para acertar o alvo;
· exige a estruturação dos movimentos corporais que permitirão as ações de pular no diagrama, o que auxilia o desenvolvimento do raciocínio espacial;
· colabora para o desenvolvimento e memorização da sequência numérica.
As crianças também deverão ser incentivadas a inventarem novos jogos.
J Texto complementar....................
AMARELINHA Primeiro desenhe no chão um diagrama. Quem for jogar fica no inferno e lança a pedra, mirando no número 1. Se acertar pula num pé só no número 2 e depois no 3. Em seguida, pula colocando um pé no número 4 e outro no 5 (as asas). Pula de novo com um pé só no número 6 (o pescoço) e pisa com os dois pés no céu (que também é chamado de Lua). Para voltar, faz a mesma coisa, abaixando um pouco no número 2 para pegar a pedra que ficou no número 1, pulando depois para o inferno. Começa tudo de novo, só que, dessa vez, tem de mirar a pedra no número 2 e pular num pé só direto no número 3. E assim vai a brincadeira, até que o jogador erre e passe a vez para o próximo companheiro. Quem sai do jogo, quando volta começa de onde errou. Você também pode jogar amarelinha sozinho. Quando errar, recomece do 1.
Sugestões de atividades que podem ser realizadas para desenvolver conceitos matemáticos:
· Investigar números significativos como a idade, nº do sapato, altura, coleção de figuras ou objetos etc.;
· Recitar a sequência dos numerais;
· Fazer representações gráficas de quantidades;
· Promover leitura e escrita de número/numeral em contextos diferentes;
· Contar em ordem crescente e decrescente;
· Contar correspondendo a quantidade ao numeral;
· Agrupar quantidades juntando e separando;
· Formar agrupamentos;
· Fazer correspondências entre quantidades: um a um, um a dois, etc.;
· Fazer ordenações: 1º, 2º etc.;
· Compor e decompor quantidades;
· Promover jogos com quantidades como dado, dominó, roleta etc.;
· Observar regularidades na contagem: base decimal;
· Promover atividades para noção do sucessor e antecessor;
· Utilizar diferentes formas simbólicas para registrar quantidades;
· Desenvolver atividades de culinária e comparação de tamanhos para desenvolver noções de quantidades, medidas e proporção;
· Instigar atividades com mapas, pontos de referência, desenhos em diferentes posições: em cima/ embaixo/ de lado para desenvolver noções de espaço e forma;
· Promover descrição de pequenos trajetos, observando pontos de referência. Falar sobre como fez para chegar até à sala, descrevendo o ambiente. Pedir para pegar algum objeto na secretaria e contar como fez para chegar lá, etc.;
· Juntar e separar coisas, acrescentar +1, +1, +1..., tirar - 1, - 1, - 1 repartir, juntar e tirar...;
· Calcular quantidades a partir de experiências do cotidiano; e Fazer “vendinha”, trocas etc.;
· Desenvolver atividades com partes e todo (2 + 4 ao todo 6) atividades de completar, de separar, comprar e igualar, repartir;
· Estimular o desenvolvimento de adições repetidas: 2+2+2... 5+5+5... Subtração como inverso da adição;
· Criar problemas a partir de: materiais concretos, Jogos, situações cotidianas, situações criadas pelas crianças, história da matemática.
Fonte: Matemática na Educação Infantil. 2000.
Fazer uma leitura da receita com as crianças para que estas percebam os ingredientes, a quantidade de produtos utilizada, bem como o modo de prepará-la. Pedir as crianças que sigam a receita. Neste momento, trabalhar os rótulos e símbolos apresentados, fazendo-os perceber suas informações, como por exemplo, o nome e a marca do produto. Contar oralmente, quantos docinhos a turma fez. Dividir esta quantidade entre os alunos. Contar quantos doces cada um recebeu.
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Docinho de leite em pó ingredientes |
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1 lata de leite em pó 3 xícaras de açúcar 1 garrafa de leite de coco modo de fazer Coloque todos os ingredientes numa vasilha grande; misture os ingredientes e amasse bem até a massa ficar lisinha; faça bolinhas e coloque nas forminhas. Agora, é hora de saborear a receita. |
A sala de atividades é um espaço onde as práticas pedagógicas são planejadas e organizadas com a preocupação de contribuir para o desenvolvimento, a construção e sistematização dos conhecimentos das crianças. Entretanto a rotina da criança em uma instituição de Educação Infantil deve ser organizada de acordo com a faixa etária, interesse e ritmo da turma. Cada atividade da rotina deverá oferecer à criança um tipo de experiência diferente. Organizar o dia-a-dia da criança significa estruturar o coletivo infantil, no tempo e espaço.
Uma rotina deve ser flexível, isto é, uma atividade pode ser substituída por outra, alguma atividade planejada pode deixar de acontecer, o tempo de uma atividade pode ser alterado, dependendo do interesse das crianças e das exigências da vida, como chuva ou sol, doença, imprevistos
A recepção e a despedida é o momento de chegada e saída das crianças, momento também que os pais conversam com a professora trocando informações da criança.
As refeições deverão ser diversificadas, balanceadas, apresentando características organolépticas, considerando o histórico alimentar da criança e as suas necessidades nutricionais de acordo com a faixa etária.
As atividades dirigidas fazem parte do planejamento anual realizado para cada faixa etária, estas devem apresentar objetivos, procedimentos e serem flexíveis a novas adaptações.
A higiene da criança e o sono fazem parte das necessidades física da criança além de proporcionarem bem estar e prazer.
Sugestões de rotina:
ROTINA DIÁRIA
Faixa etária: 2 MESES a 1 ANO
Período da manhã: (8 às 14 horas) ou (8 às 12 horas)
8:00 h- Recepção
8:30 h - Lanche
9:00 h- Atividade dirigida *
9:00 h - Banho
9:30 h - Hidratação
10:00 h- Área externa (banho de sol)
11:00 h- Almoço e higiene bucal
12:00 às 14:00 h- Repouso ou atividade de relaxamento
Período da tarde: (12 às 18 horas) ou (14 às 18 horas)
12:00 às 14:00 h- Recepção das crianças período da tarde (repouso ou atividade de relaxamento)
13:00 h - Banho
14:00 h- Lanche
15:00 h- Atividade dirigida*
16:10 h- Área externa (banho de sol)
17:00 h - Jantar e higiene bucal
17:45 h - Atividade dirigida*
18:00 h – Despedida
* Atividade dirigida - atividades de estimulação envolvendo os aspectos do desenvolvimento integral da criança, como: motor, sensorial, sócio emociaonal, linguagem e música.
Atividade complementar:
Musicalização - 1 vez por semana
ROTINA DIÁRIA
Faixa etária:
Período da manhã: (8 às 14 horas) ou (8 às 12 horas)
8:00 h- Recepção
8:30 h - Lanche (fruta)
9:00 h- Atividade dirigida *
9:00 h - Banho
9:30 h - Hidratação
10:00 h- Área externa
11:00 h- Almoço e higiene bucal
12:00 às 14:00 h- Repouso ou atividade de relaxamento
Período da tarde: (12 às 18 horas) ou (14 às 18 horas)
12:00 às 14:00 h- Recepção das crianças período da tarde (repouso ou atividade de relaxamento)
13:00 h - Banho
14:00 h- Lanche (suco ou leite com farinha e fruta ou derivados do leite + biscoito enriquecido com Ca)
15:00 h- Atividade dirigida*
16:10 h- Área externa
17:00 h - Jantar e higiene bucal
17:45 h - Atividade dirigida*
18:00 h - Despedida
* Atividade dirigida - atividades de estimulação envolvendo os aspectos do desenvolvimento integral da criança, como: artes, motor, sensorial, sócio emociaonal, linguagem e música.
Sugestão de atividade complementar:
Musicalização - 1 vez por semana
ROTINA DIÁRIA
Faixa etária:
Período da manhã: (8 às 14 horas)
8:00 h- Recepção
8:30 h - Lanche (fruta)
9:00 h- Atividade dirigida *
9:00 h - Banho (O banho, só será ministrado nas crianças que freqüentam o período integral)
10:00 h- Área externa
11:00 h- Almoço e higiene bucal
12:00 às 14:00 h- Repouso ou atividade de relaxamento
Período da tarde: (12 às 18 horas)
12:00 às 14:00 h- Recepção das crianças período da tarde (repouso ou atividade de relaxamento)
14:00 h- Lanche (suco e complemento)
14:30 h- Atividade dirigida*
16:10 h- Área externa
17:00 h - Jantar e higiene bucal
17:45 h - Atividade dirigida*
18:00 h - Despedida
* Atividade dirigida - desenvolvidas com as crianças de acordo com o tema da semana, envolve atividades de artes (sucata, modelagem, pintura, dobradura, colagem, recorte, desenho, etc), brinquedo manipulativo (jogos de encaixe, percepção, regras, etc), linguagem (história lida, história contada, TV gravura, flanelógrafo, teatro, fantoche, retoprojetor, ilustrações, ficha de gravura, quadro magnético, etc..), ciências e conhecimento físico, blocos, brinquedo dramático e música.
Sugestão de atividades complementares:
Iniciação da língua inglesa através do lúdico - 2 vezes por semana
Musicalização - 1 vez por semana
Educação Física - 2 vezes por semana
ROTINA DIÁRIA
Faixa etária:
Período da manhã: (8 às 13 horas)
8:00 h- Recepção
8:30 h - Lanche (fruta)
9:00 h- Atividade dirigida
9:00 h - Banho
10:00 h- Área externa
11:00 h- Almoço / Higiene bucal
12:00 h- Repouso ou atividade de relaxamento
Período da tarde: (13 às 18 horas)
13:00 às 13:30 h - Recepção das crianças período da tarde
13:30 h- Atividade dirigida
15:30 h- Lanche (frutas, suco e complemento).
16:10 h- Área externa.
17:00 h - Atividade dirigida*
18:00 h - Despedida
* Atividade dirigida - desenvolvidas com as crianças de acordo com o tema da semana, envolve atividades de artes (sucata, modelagem, pintura, dobradura, colagem, recorte, desenho, etc), brinquedo manipulativo (jogos de encaixe, percepção, regras, etc), linguagem (história lida, história contada, TV gravura, flanelógrafo, teatro, fantoche, retoprojetor, ilustrações, ficha de gravura, quadro magnético, etc..), matemática, ciências e conhecimento físico, blocos, brinquedo dramático e música.
Sugestão de atividades complementares:
Iniciação da Língua Inglesa através do lúdico - 2 vezes por semana
Musicalização - 1 vez por semana
Educação Física - 2 vezes por semana
De acordo com estudos científicos o que se sabe é que por volta do primeiro ano de vida, os circuitos no córtex auditivo, responsáveis pela transformação dos sons em palavras, estão conectados. Aos poucos, as crianças perdem a capacidade para identificar sons ausentes de sua língua nativa, escutada desde o nascimento. A partir dos 10 anos, o aprendizado de um idioma estrangeiro torna-se, por isso, mais penoso. Aos 2 anos, quanto mais palavras a criança ouvir, mais rico será seu vocabulário. Como desenvolver: conversar com a criança é recurso simples e eficaz. Os pais que desejam que seus filhos aprendam uma segunda língua devem começar o ensino antes dos 10 anos. Fonte: A construção do cérebro. Revista Veja. Março 2000.
J Texto complementar....................
Na educação infantil a avaliação da criança, pode ter influência e conseqüências decisivas no processo de aprendizagem e crescimento.
O professor de Educação infantil deve registrar e observar os processos de aprendizagem das crianças, com o objetivo de avaliar para acompanhar e apoiar o desenvolvimento, sem utilizar a avaliação como instrumento punitivo ou coercitivo ou, ainda para impedir a sua promoção ou para compará-las umas com as outras de modo depreciativo.
A avaliação deve ser entendida como um conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e readequar e ajustar sua prática às necessidades colocadas pelos alunos, conforme aponta o Referencial Curricular Nacional.
A avaliação tem principalmente, o caráter de acompanhar as conquistas e dificuldades da criança ao longo do seu processo de aprendizagem. Dessa forma, o professor deve compartilhar com as crianças as suas observações, sinalizando seus avanços e possibilidades de superação das dificuldades, utilizando para isso o diálogo.
O professor poderá utilizar a avaliação como um instrumento para estabelecer suas propriedades na prática educativa e também para definir o que, como e quando avaliar, de acordo com os princípios e objetivos educacionais.
O desenvolvimento das capacidades das crianças e as observações das experiências cotidianas da sala de aula poderão ser registrados através de um relatório individual. Tal relatório deverá ser contextualizado, apresentando os níveis de desenvolvimento, bem como as dificuldades, as possibilidades e as conquistas de todas as capacidades.
Este relatório, que servirá para instrumentalizar o professor, deverá ser compartilhado com as famílias, pois os pais têm o direito de acompanhar o processo de aprendizagem de seus filhos, compreendendo, assim, os objetivos e ações desenvolvidos pelo professor e pela escola.
Sugestões de registros de observação da criança:
Nome da criança: ____________________________idade: _____________ data: _______
Turma:
Coordenadora pedagógica:
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DESCOBERTA DE SI MESMO.CONHECIMENTO DE SI MESMO E DO PRÓPRIO CORPO, SENSAÇÕES PERCEPÇÕES E NECESSIDADES |
Sim |
Não |
Observação |
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Destaca alguma parte do corpo |
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Nomeia alguma |
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Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho |
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Manifesta prazer ou incômodo diante de determinadas situações. |
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Protesta e tenta evitar situações que não lhe agradam. |
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Reage à dor: chorando/reclamando a atenção do adulto/ não reage. |
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Expressa e manifesta suas necessidades pessoais aos adultos gesticulando ou verbalmente. |
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Consegue esperar um pouco para que seja cumprida suas necessidades. |
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Põe-se freqüentemente em perigo. |
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Reconhece situações de perigo e as evita. |
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Relaxa quando o ambiente está propício/ é bastante difícil de consegui-lo. |
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Reclama a atenção dos adultos quando é necessário/ o faz muito/ não reclama. |
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Discrimina objetos ou pessoas. |
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Reage a diferentes ruídos e intensidade de som. |
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SENTIMENTOS E EMOÇÕES |
Sim |
Não |
Observação |
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Expressa suas emoções e sentimentos |
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Aceita as demonstrações de afeto das pessoas adultas conhecidas/ agrada-lhe/ rejeita-as/ mostra-se indiferente. |
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Aceita os beijos. |
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Manifesta o seu estado de ânimo de maneira verbal. |
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Aceita que intervenhamos em certas emoções negativas para as controlar/ não o entende/embrabece. |
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Acalma-se facilmente quando a consolamos/ é difícil para ela/ não aceita. |
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Habitualmente, mostra-se tranqüila/irritada/ inquieta/ controlada. |
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Manifesta medo por determinadas situações ou objetos. Quais. |
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CONFIANÇA E SEGURANÇA |
Sim |
Não |
Observações |
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Experimenta e realiza as tarefas e as condutas ao seu alcance/ é preciso animá-la a fazê-lo. |
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Necessita de ajuda freqüentemente/ constantemente/ algumas vezes/quase nunca. |
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Chora ao ficar sozinha/consegue ficar só alguns momentos sem se dar conta/ fica tranquila um momento. |
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Esforça-se para vencer as dificuldades que é capaz de vencer. |
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Reclama a nossa ajuda mesmo que não necessite dela. |
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Mostra-se contente quando a felicitamos. |
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Agrada-lhe ser o centro de atenção em determinadas situações/ evita-o. |
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CUIDADO DE SI MESMA E DO AMBIENTE HIGIENE, LIMPEZA E TROCA |
Sim |
Não |
Observação |
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Participa quando limpamos seu rosto ou as suas mãos. |
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Aceita que alimpemos e mostra satisfação quando o fazemos/ não lhe agrada. |
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Mostra-se inquieta quando está suja. |
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Quando usa fraudas sempre está molhada/ começa a conter aos poucos. |
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Colabora quando a vestimos e a trocamos. |
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Quer tirar as meias e a toca/ sabe fazê-lo. |
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Reconhece alguma peça de roupa sua. |
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ALIMENTAÇÃO |
Sim |
Não |
Observação |
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Colabora efetivamente nas situações de refeições/ mostra-se passiva. |
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Agrada-lhe este momento/não lhe agrada. |
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Come sozinha determinados alimentos/ não o faz nunca. |
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Tem apetite. |
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Agrada-lhe provar coisas novas/ aceita pouca variedade. |
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Come os alimentos triturados/em pedaços/sólidos. |
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Come somente o primeiro prato/ dois/ todos os três. |
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Tem vômitos com freqüência/ às vezes. |
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Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. |
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Usa talheres/ não utiliza. |
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Permanece sentada enquanto come/ é difícil para ela. |
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Respeita a comida das outras crianças quando lhe avisamos. |
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DESCANSO |
Sim |
Não |
Observação |
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Dorme muito/pouco/pela manhã/à tarde. |
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Adormece sozinha/ custa-lhe/é preciso segurá-la/dorme no colo. |
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Não quer ir dormir. |
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Chora. |
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Dorme tranqüila/ demonstra-se nervosa/ acorda-se com facilidade. |
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Desperta-se traquila/ grita para que tiremos da cama/ assusta-se quando se acorda e está só. |
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Dorme com chupeta/ põe o dedo na boca/ outros objetos. |
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MOVIMENTO ATIVIDADES DE MOVIMENTO |
Sim |
Não |
Observação |
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Agrada-lhe sair ao pátio/ sente-se insegura. |
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Necessita de atividade ao ar livre/ não lhe agrada/ prefere voltar à sala. |
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Escolhe jogos tranqüilos/ de movimento/ fica observando. |
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Agrada-lhe os jogos motrizes e esforça-se ao praticá-los. |
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Preferentemente joga com baldinhos e pazinhas, rodas, caminhões, caixas, etc. |
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Quer subir nos elementos e nos objstos habituais/ tem medo/ não lhe agrada/pede ajuda. |
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CAMINHADA, DESLOCAMENTO EQUILÍBRIO E POSTURA |
Sim |
Não |
Observação |
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Vira-se de barriga para baixo e desvira-se. |
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Quando está está sentada, inclina-se para frente e apoia-se nas mãos. |
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Pode ficar um momento sentada/ apoiando-se ou sem apoiar/ cai em seguida/ cansa-se rápido/ agrada-lhe estar sentada. |
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Sabe sentar-se sozinha/ senta-se e levanta-se sozinha, segurando-se na beira do berço. |
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Quando está sentada, consegue começar a engatinhar. |
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Quando está sentada em uma cadeirinha, levanta-se sozinha. |
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Agrada-lhe muito estar de pé. |
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Levanta-se, segurando-se nos móveis. |
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Equilibra-se de pé por um momento. |
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